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Radioatividade vira tema de festival de cinema

 
Márcia Gomes de Oliveira Suchanek Norbert G. Suchanek são os fundadores e diretores do International Uranium Film Festival – Festival de Cinema da Era Atômica, o primeiro festival de cinema no mundo a abordar toda a questão nuclear: de Hiroshima à Fukushima, da mineração de urânio ao lixo nuclear. Márcia nasceu no Rio de Janeiro (1970) e estudou Ciências Sociais (UFRJ), fez especialização em Planejamento Ambiental (UFF), mestrado em Ciências Jurídicas e Sociais (UFF) e desde 2001 é porfessora de Sociologia da FAETEC. Na década de 1990, documentou o movimento indígena nacional e organizou encontros de pesquisadores e lideranças indígenas na Amazônia (Roraimas e Amazonas) e na ECO 92. Em 2003, defendeu dissertação de mestrado sobre cidadania indígena Guarani Mbyá, também fez filmes e CD com os cantos sagrados deste povo que habita milenarmente a costa brasileira, incluindo a região onde foram construídas as usinas nucleares brasileiras, em Angra dos Reis/RJ. Desde 2001, é professora de Sociologia na FAETEC (Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro). Norbert nasceu na Baviera (1963), é jornalista de ciência e direitos humanos, fotógrafo e documentarista. Nas décadas de 1980 e 1990, pesquisou em regiões de conflito, como Irlanda do Norte e Palestina. Mais tarde, mudou seu foco para os povos indígenas e o Brasil. Desde 2006, é correspondente no Rio de Janeiro, quando casou com Márcia. Em 2010, criaram o International Uranium Film Festival.
 

Naquela época, o acidente nuclear de Chernobyl (1986) e o acidente radiológico de Goiânia (1987) estavam praticamente esquecidos. E o Governo brasileiro começava a construir a terceira usina nuclear e um submarino nuclear, ambos no Estado do Rio de Janeiro. Além disso, o governo planejava aumentar a mineração de urânio. Mas muito poucas pessoas no Brasil sabiam que o urânio é o combustível radioativo das usinas nucleares e das bombas atômicas.

"Queríamos fazer algo a respeito desse esquecimento. Ele é muito perigoso, porque faz a gente repetir erros. A população brasileira de um modo geral ignora os riscos da radioatividade que podem estar presentes no seu cotidiano, correndo o risco de repetir o que aconteceu em Goiânia há décadas atrás, por exemplo. Era necesário popularizar a temática nuclear e nada melhor do que o Cinema para fazer isso. Então fundamos o International Uranium Film Festival, o primeiro festival de cinema do mundo sobre toda a cadeia de combustível nuclear e riscos radioativos", afirma Márcia. 

Dois meses antes da primeira edição do Festival, aconteceu o acidente nuclear de Fukushima, em 11 de março de 2011. Mais um motivo para o Uranium Film Festival se tornar um evento global. Em uma década de realização, o Festival esteve em cerca de 60 cidades de vários países, além do Brasil, realizou mostras nos Estados Unidos, Alemanha, Portugal, Canadá, Jordânia e Índia. 

Desde 2016, quando o International Uranium Film Festival foi realizado pela primeira vez em Hollywood, ele também ficou conhecido como "O Festival de Cinema da Era Atômica" (Atomic Age Cinema Fest).
 
Agradecemos o apoio contínuo da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) e da FAETEC Escola Técnica Estadual Adolpho Bloch.
 
Mais informações:
Perguntas Frequentes
Uranium Film Festival na mídia
Um breve histórico do Uranium Film Festival
Cidades e Soluções: Os bastidores do único festival de cinema com tema nuclear
Estudantes assistem a sessões do International Uranium Film Festival
 
Contato
Uranium Film Festival
Rua Monte Alegre 356 / 301
Rio de Janeiro / RJ Brasil
CEP 20.240-195
Email: info@uraniumfilmfestival.org
 
Foto: Norbert G. Suchanek e Márcia Gomes de Oliveira no Uranium Film Festival Quebec, no Canadá 2015.