Programação Rio 2020

Cancelado!

10º International Uranium Film Festival do Rio de Janeiro, na Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM Rio), de 21 a 31 de maio de 2020.

 

Programação 

Quinta-feira, 21 de maio

19:00 horas - Abertura

THE SEAL OF THE SUN (TAIYO NO FUTA / FUKUSHIMA – 5 DIAS DECISIVOS)

Japão, 2016, Direção Futoshi Sato, Produtor executivo Tamiyoshi Tachibana, Ficção, 90min, Japonês com Legendas em Português

Em 11 de março de 2011, um maremoto de magnitude 8,7 atingiu a Central Nuclear de Fukushima I, provocou derretimento de três dos quatro reatores da usina, vazamento de gases, explosões e liberação de materiais radioativos que contaminaram o ambiente. Segundo o Primeiro Ministro à época, Naoto Kan, foi o dia em que o Japão quase desapareceu. O filme aborda o desastre e a relação conflituosa entre o governo japonês, a população e a companhia responsável pela construção e administração da usina nuclear de Fukushima. Naoto Kan se tornou ativista em função do que viu e viveu naqueles dias decisivos: dificuldades, ameaças, surpresas. Baseado em fatos reais, este filme retrata a reação do governo, as operações para conter o avanço da radiação, os riscos e a perigosa verdade sobre o desastre de 11 de março de 2011. Trailer: https:// www.youtube.com/watch?v=u4BK0iPWJZs

Exibição de filme com a presença do produtor executivo Tamiyoshi Tachibana. Após o filme: Coquetel de abertura nos jardins do MAM.

Sexta-feira, 22 de maio

14:30 horas

WITNESSES OF BARBARISM (TESTEMUNHAS DA BARBÁRIE)

Argentina/Brasil, 2019, Direção Roberto Fernández, Documentário, 39 min, Japonês com legendas em Português

Os Estados Unidos jogaram uma bomba atômica na cidade de Hiroshima, em 6 de agosto de 1945. Sobreviventes deste ataque atômico são chamados de Hibakusha. Alguns dos que vivem no Brasil relatam suas experiências pela primeira vez diante de uma câmera. O Hibakusha Sr. Seiji Mukai disse: “Não quero lembrar, cada vez que eu lembro a minha vida diminui. Não quero falar, eu quero esquecer. Mas tenho que falar da crueldade e sofrimento que a guerra pode provocar para as pessoas e as consequências não podem ser esquecidas.” O cineasta argentino Roberto Fernández tem a sensibilidade de dá aos Hibakusha (sobreviventes das bombas atômicas) o protagonismo de suas falas, guardadas embaixo de muito dor e sofrimento inimagináveis. Falas que, sem o trabalho de Roberto, poderiam se perder para sempre. Seus documentários são o resultado do trabalho de 10 anos com a Associação Hibakusha Brasil pela Paz, sediada em São Paulo, formada por sobreviventes das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki que vieram morar no Brasil. 

Com a presença do diretor Roberto Fernández e sobreviventes do ataque à bomba atômica em Hiroshima, membros da Associação Hibakusha Brasil pela Paz.

 

17:00 horas

LITTLE BOY 

Noruega, 2018, Direção Kristian Pedersen, Produção Tonje Skar Reiersen e Lise Fearnley, Mikrofilm, Animação, 5 min, sem diálogo

Em 6 de agosto de 1945, havia dois sóis sobre Hiroshima. Um era o amanhecer de um novo dia; o segundo era uma bomba nuclear com o codinome "Little Boy“. O cineasta e designer Kristian Pedersen (nascido em 1980) formou-se em MA em Comunicação Visual da Academia de Arte e Design de Bergen. Ele trabalha como animador e diretor da Mikrofilm em Oslo, Noruega. O seu filme Little Boy foi vencedor do Night Award, Festival International Signes de Nuit, Paris (2018)

BALENTES - THE BRAVE ONES (I CORAGGIOSI )

Australia/Itália, 2018, Direção Lisa Camillo, Documentário, 84 min, Italiano/Inglês com legendas em Inglês

Quando Lisa Camillo, antropóloga e cineasta sardo-australiana, retornou à Sardenha, Itália, depois de 18 anos morando na Austrália, para seu horror, encontrou sua terra natal dizimada por uma misteriosa bomba. Em sua viagem, ela descobriu uma zona de bombardeio secreta da OTAN que causou consequências devastadoras para seus habitantes e animais. A partir desta descoberta, Lisa iniciou uma jornada para revelar a verdade, mobilizou os moradores para lutar por sua terra e, ao mesmo tempo, aprendeu muito sobre si mesma e suas raízes. "Balentes” é um termo da Sardenha que significa “Soldados da Bravura”, aqueles que lutam pela justiça social, que defendem o fraco do opressor. Todos os personagens do filme são “balentes” que, sem desistir, lutam suas batalhas por sua própria justiça. No entanto, os sardos esqueceram que sempre foram guerreiros, que lutaram contra inimigos de ultramar e sobreviveram a invasões, como as novas descobertas arqueológicas estão hoje testemunhando essa identidade antiga do povo da Sardenha, com os achados dos gigantes do Monte Prama, guerreiros em rocha, prontos para atacarem os invasores com coragem e bravura. Declaração da Diretora: “Balentes” não é apenas um filme, é minha jornada pessoal de descoberta ao voltar a minha ilha natal, Sardenha, e constatar que a ilha se transformou em um depósito de lixo tóxico e um campo de treinamento para jogos de guerra dos exércitos dos EUA e da OTAN. É também uma história importante de uma terra que sofreu e continua a sofrer uma enorme exploração por entidades estrangeiras. Como muitas outras civilizações fizeram no passado, a Itália está corroendo nossa cultura, nossa língua, nossa liberdade, nossa dignidade e agora nossa segurança e saúde. O que nos fez viver por mais tempo ... nossa comida, nossa água e nossa terra foram envenenadas e estão fazendo o povo da Sardenha morrer muito jovem. Depois de ouvir o que estava acontecendo na minha ilha da infância, decidi fazer algo a respeito, descobrir a verdade (que o governo italiano quer esconder) e criar consciência mundial. Com “Balentes”, quero mudar, tocar e inspirar o público a apoiar a libertação da Sardenha dessa invasão militar tóxica. Depois de passar os últimos dois anos na Sardenha, durante a pré-produção e produção, com o apoio de muitos da Sardenha, já começamos a criar um burburinho na Sardenha, na Itália e na Austrália. A Sardenha respondeu com seu apoio e muitas pessoas se uniram para apoiar o filme. Os membros do nosso grupo cada vez maior começaram a se chamar “Balentes”, "homem de valor", e estão começando um emocionante movimento de mudança social. Biografia da Diretora Lisa Camillo: é uma cineasta formada na Sydney Film School, antropóloga, apresentadora e escritora apaixonada por direitos humanos. Dirigiu, produziu e escreveu filmes premiados que viajaram pelo mundo em vários festivais internacionais de cinema. Após seu mestrado em Desenvolvimento Internacional, ela teve uma rica experiência em comunidades aborígines australianas, o que lhe proporcionou experiência e conhecimento inestimáveis ​​da cultura aborígine e fortes conexões com comunidades indígenas. Sua carreira no cinema utiliza seu amplo conhecimento em antropologia, política e economia internacionais, direitos humanos, criminologia e estudos ambientais. Em abril de 2019, Lisa Camillo foi convidada a falar no Parlamento Italiano para discutir com o Ministério da Defesa e Saúde algumas das questões levantadas em seu documentário e melhorar a situação crítica de sua ilha.Trailer: http://www.balentesfilm.com/abouthefilm   / www.lisacamillo.com

Com a presença da diretora Lisa Camillo, da Austrália (ainda não confirmada).

19:00 horas

THE MAN WHO SAVED THE WORLD

Dinamarca, 2014, Direção Peter Anthony, Produção Jakob Staberg, Statement Film, Co-produção WG Filme. Documentário com Kevin Costner, Robert De Niro, Matt Damon, Stanislav Petrov, Sergey Shnurov, entre outros, 105 min, Russo e Inglês com legendas em Português

1983: a Guerra Fria está prestes a explodir. O mundo prende a respiração com as superpotências EUA e Rússia se armando com milhares de mísseis nucleares. No dia 26 de setembro, radares russos interceptam cinco mísseis nucleares norte-americanos a caminho da Rússia. Stanislav Petrov é o comandante-chefe. A decisão de começar a Terceira Guerra Mundial repousa sobre seus ombros. Peter Anthony é diretor, roteirista, cenógrafo, arquiteto e designer gráfico dinamarquês. Formado pela Royal Academy of Fine Arts de Copenhague (1999) com bacharelado em arquitetura pela École Nationale Supérieure des Beaux-Arts de Paris (1996). O Homem que Salvou o Mundo é a estréia internacional de Anthony como diretor de longas-metragens. Além de atuar como diretor do filme, Anthony também contribuiu como roteirista, co-editor, consultor de cenografia e designer gráfico. Kevin Costner: “O homem que salvou o mundo“ provoca arrepios na espinha, além de ser uma história emocionante sobre o homem que realmente salvou o mundo e sua luta para ter sua vida de volta aos trilhos antes que seja tarde demais."Eu muitas vezes tenho a oportunidade de interpretar um herói. Mas Stanislav Petrov é um herói da vida real. Poucas pessoas sabem de Stanislav Petrov ... e centenas de milhões de pessoas estão vivas por causa dele."   http://themanwhosavedtheworldmovie.com

Com a presença do diretor Peter Anthony, da Dinamarca.

Sábado, 23 de maio

16:30 horas

CHILDREN OF STRATEGIC TRUST

Estados Unidos, 2011, Direção Stacy Libokmeto, Documentário, 25 min, Inglês e Marshallese

Quando os Estados Unidos decidiram usar as Ilhas Marshall como um campo de testes de bombas atômicas, após a Segunda Guerra Mundial, disseram aos ilhéus que era "para o bem da Humanidade". Nessa troca, as ilhas foram inundadas com uma média de 1,6 bombas de Hiroshima todos os dias por 12 anos. Os testes nucleares americanos podem ter terminado 70 anos atrás, mas os efeitos perduram na terra e nos corpos dos povos das Ilhas Marshall. Biografia da Diretora: Stacy Libokmeto é uma garota meio marshalliana e meio americana que nasceu sob as árvores altas de uma cidade do tamanho médio de Oregon. Stacy abandonou a floresta para a calçada da cidade, quando se mudou para Nova York, para fazer mestrado em Jornalismo e Documentário, na Universidade de Nova York (NYU). Foi na NYU que ela produziu seu primeiro documentário "Children of Strategic Trust", uma ideia que começou como uma promessa para si mesma de um dia contar essa história. https://childrenofstrategictrust.wordpress.com -https://misadventuristfilms.com/about-us/

18:00 horas

LEE DEWYZE "CASTLES"

Itália, 2019, Direção Stefano Bertelli, Animação Musical, Music and Lyrics: Lee DeWyze, 3 min, Inglês sem legendas - Em um parque florestal com um pequeno lago, há uma casa na árvore. Aqui as memórias voltam à vida, as sombras das crianças persistem com o tempo, mas um dia esse local será arrasado com a construção de uma central nuclear que explorará a água daquele lago. A radiação ionizante na água produzirá uma luz azul (radiação Cherenkov) que será projetada no universo em memória daquele lugar. Vencedor Los Angeles Film Awards „Best Animated Video“ Trailer / Info: https://www.seenfilm.com -http://leedewyzeofficial.com

ATOMIC REFUGEE MOMS (Mães Atômicas Refugiadas)

Japão, 2018, Direção Ayumi Nakagawa, Produção Mayu Hirano, Documentário, 65 min, Japonês com legendas em Inglês

De acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica, a concentração de césio 137, em Fukushima, equivale a 168 bombas atômicas de Hiroshima. Sendo que, 68% drena para o oceano e 16% para a região do Kanto. A grande importância deste filme é ver o que está acontecendo agora no Japão e a mídia não mostra. Existem 34.000 evacuados de Fukushima. O filme trata sobre a vida das mulheres com filhos pequenos que escolheram não viver mais em Fukushima, devido ao aumento de câncer de tireóide em crianças. A partir de março de 2017, elas perderam o direito de receber subsídio do governo, porque suas casas não estão na área demarcada como zona de exclusão, embora bastante próxima. Os maridos permanecem em Fukushima, porque é o único emprego que possuem. As mulheres, sem a companhia de seus maridos, ainda precisam pagar um aluguel caro no subúrbio de Tóquio. Por causa disso, está havendo um processo de empobrecimento destas mulheres, chegando, em alguns casos, ao suicídio. Uma questão apresentada no filme: como o governo japonês pode pensar em retomar a energia nuclear sem antes resolver os problemas das pessoas afetadas por Fukushima?  Este documentário apresenta três mães que, voluntariamente, escolheram fugir de suas casas para os subúrbios de Tóquio, lutando para se estabelecer em uma nova vida e buscar o que é melhor para o futuro de seus filhos. São mães solteiras especiais, porque seus maridos permanecem em Fukushima. Como elas suportam esta situação? Declaração da Diretora Ayumi Nakagawa: Apresentamos histórias de mulheres que se esforçam para sobreviver em circunstâncias adversas, enquanto a memória do desastre nuclear de Fukushima está desaparecendo. Por que a sociedade não se importa com essas mães que lutam para proteger seus filhos? Qual é a identidade das crianças que foram forçadas a deixar o local de nascimento? Também tentaremos entender o que está acontecendo em nossa sociedade, em termos de pobreza feminina, ambiente de trabalho feminino e ambiente para criar filhos, através do cotidiano dessas mães. Biografia da Diretora Ayumi Nakagawa dirige documentários há 18 anos e se concentra na vida das minorias marginalizadas. Após o acidente da usina nuclear em Fukushima, ela se concentra nas minorias dentro de seu próprio país. As minorias foram levadas à dura vida e a TV não informa a realidade, devido suas relações com patrocinadores e governos. Trailer: http://player.lush.com/channels/lush/tv/atomic-refugee-moms-lush-film-fund

Domingo, 24 de maio

11:00 horas - Debate: FUKUSHIMA & ANGRA

Mesa redonda com perguntas e respostas sobre segurança nuclear das usinas nucleares no Brasil e no Brasil, com cientistas nucleares, cineastas e a participação de convidados internacionais, como o produtor japonês Tamiyoshi Tachibana.

4:00 pm 

MARIE

EUA, 2019, Direção Kamen Sway, Documentário, 14 min, Francês sem legendas

A maior cientista feminina, Marie Curie, relembra as provações e atribulações de sua vida, cheia de desafios, e o que foi necessário para realizar o que ela fez. Declaração do Diretor Kamen Sway: Considero-me um cineasta apaixonado que utiliza a narrativa do meio visual como forma de influenciar e inspirar as pessoas a uma mudança positiva em suas vidas. Trailer: https://vimeo.com/381475755

THE ATOMIC ADVENTURE / L'AVENTURE ATOMIQUE (A Aventura Atômica)

França, 2019, Direção Loic Barché, Produção Lucas Tothe, Docudrama, 25 min, Francês com legendas em Inglês

Argélia, 1961. A França acaba de detonar sua quarta bomba atômica. Um grupo de sete soldados é enviado ao ponto de impacto para colher amostras e medir a radioatividade. Mas quanto mais eles avançam, mais o capitão, um veterano de guerra na casa dos cinquenta, é confrontado com os paradoxos de um mundo em mudança. Declaração do Diretor: Em 1960 e 1961, a França detonou suas quatro primeiras bombas atômicas no deserto do Saara, ao sul da Argélia, para fins experimentais. Na época, pouco se sabia sobre o poder e os efeitos radioativos da arma atômica. Durante a última dessas explosões, soldados foram enviados ao ponto zero (o ponto de impacto da bomba), alguns minutos após a explosão, para "estudar os efeitos fisiológicos e psicológicos no homem pela arma atômica, a fim de obter os elementos necessários para a preparação física e o treinamento moral do combatente moderno”. A missão não chegou ao seu fim, após constatarem que as radiações eram mais fortes do que o previsto. Posteriormente, vários desses soldados foram diagnosticados com doenças graves. Este filme não procura reconstruir o que aconteceu durante a missão de 25 de abril de 1961. O filme também não quer denunciar a injustiça sofrida por esses soldados enviados nesta missão como cobaias. O que estou procurando, no entanto, são os ecos do passado que persistem no presente e a dialética que é estabelecida entre os dois. Hoje, a mera imagem de uma explosão nuclear evoca imediatamente um sentimento negativo, a ideia de apocalipse, mas as coisas eram muito diferentes no passado. A bomba atômica francesa foi bem recebida como uma notícia maravilhosa, um símbolo de segurança e prosperidade, e colocaram nas cabeças dos soldados que participaram dessa missão de que deveriam ter orgulho de serem os atores dessa renovação.

BRETAGNE RADIEUSE (Bretanha Radiante)

França, 2019, Direção Larbi Benchiha, Produção JPL Films, France Télévisions, Documentário, 52 min, Francês sem legendas

Uma reportagem sobre o rastro invisível do urânio na Bretanha, França. 250 minas de urânio foram exploradas na França de 1945 a 2001, resultando em 252 milhões de toneladas de rejeitos radioativos que permanecem no ecossistema, ou seja, essa extração de urânio produziu resíduos que permanecem prejudiciais à saúde até hoje. Na Bretanha, entre 1955 e 1984, 42 minas de urânio foram exploradas, sendo 26 delas no departamento de Morbihan. Técnicos independentes medem a radiação no quintal das pessoas e o resultado é mil, duas mil e até três mil vezes mais radioativo que o tolerável. Nem todos os lugares que a ex-AREVA (empresa do governo francês de energia nuclear, atualmente COGEMA) fez a descontaminação funcionou bem, além dos casos em que ela nunca apareceu para iniciar a descontaminação. Este é o terceiro filme do diretor Larbi Benchiha sobre a história do nuclear na França, os dois primeiros foram sobre testes de bombas atômicas do governo francês no deserto do Saara e na Polinésia Francesa. É a primeira vez que o foco são as minas de urânio na Bretanha, França. “As minas de urânio é a matéria-prima das bombas nucleares", diz o diretor.

Bretagne radieuse sur FranceTV: https://france3-regions.francetvinfo.fr/bretagne/emissions/la-france-en-...

18:00 horas

LA FUGA RADIACTIVA / THE LEAK (O Vazamento)

Espanha, 2018, Direção Eduardo Soto Pérez, Produção Juan Cuartero Cejalbo, Ficção, 30 min, Espanhol com legendas em Português

Que eventos aconteceriam se um depósito de lixo altamente radioativo sofresse um acidente? Diferentes personagens nos imergem no magma desta situação crítica e angustiante. Suas reações nos informam sobre os aspectos da energia nuclear que não são discutidos em fóruns públicos. Um thriller para deliberar sobre a forma de energia que queremos que o mundo se mova. Em 2010, a cidade de Villar de Cañas (40 km de Cuenca, Espanha) recebeu a construção de uma instalação centralizada de armazenamento temporário (CTS) que deveria abrigar resíduos nucleares de alto nível de radiação, provenientes de sete usinas ativas na Espanha. Eduardo Soto Pérez: ”La Fuga (The Leak) foi filmado para representar um futuro radioativo que não queremos para Cuenca. Ou para qualquer um.“ 

Info: https://lafugaradiactiva.com/ - Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=ScTNOaF7N7E

DAY OF THE WESTERN SUNRISE (Dia do nascer do sol do Ocidente)

Estados Unidos, 2018, Direção Keith Reimink, Documentário Animação, 75 min, Japonês com legendas em Inglês

O documentário animado segue três sobreviventes do Lucky Dragon. Em março de 1954, 23 pescadores japoneses, a bordo da embarcação de arrastão de atum Daigo Fukuryu Maru (Lucky Dragon), acidentalmente encontram a detonação de Castle Bravo, um teste atômico de bomba de hidrogênio, nas Ilhas Marshall, realizado pelos EUA. Todos os 23 homens ficaram doentes por radiação e ficaram em quarentena por 15 meses, após a chegada ao Japão. No hospital, eles passaram por intermináveis ​​exames por médicos japoneses e americanos. Tendo todos recebido altas doses de radiação, um dos pescadores morreu. Em junho de 1955, os 22 pescadores foram enviados para casa, apenas para descobrir que seus problemas estavam longe de terminar. Por causa da ignorância em torno dos 'hibakusha' ou 'pessoas afetadas pela explosão', os pescadores foram excluídos de suas comunidades. Eles perderam amigos e entes queridos, foram abertamente ridicularizados e eventualmente forçados a se esconder. Agora, com 80 anos, a história é um lembrete de que o ser humano tem a capacidade de tomar decisões, tanto para o bem quanto para o mal, e essas decisões podem afetar gerações. Declaração do Diretor Keith Reimink: É a crença dos cineastas que, acima das ideias de política, religião e ganho financeiro, deve haver a capacidade de criar uma sociedade pacífica e próspera. A Operação Castle, composta por seis detonações termonucleares ao longo de cinco meses, ocorreu em um momento em que o foco do mundo se concentrava em força, dominação e medo, em vez de unidade e aceitação. O impacto global desses testes termonucleares ainda é sentido até hoje pelos marshalleses, que foram deslocados de suas casas em Rongelap e Bikini, e não conseguem retornar, e pelos cidadãos japoneses que procuram governos internacionais para divulgar documentos ainda secretos. Potente material radioativo atingiu a estratosfera e foi depositado em lugares tão distantes quanto os EUA e a Austrália, tornando a Operação Castle a mais prejudicial ao meio ambiente de qualquer evento nuclear da época. Esses testes, as vidas humanas que afetaram e o desastre internacional que causaram, estão em risco de serem esquecidos. Os pescadores de Daigo Fukuryu Maru são a personificação da sobrevivência. Empurrados para a Segunda Guerra Mundial, forçados a empregos secundários no pós-guerra, expostos à radiação e evitados por suas comunidades, eles representam resistência e força invejáveis.

Terça-feira, 26 de maio

17:00 horas

PROTECTING OUR HOMELAND: NUHE NENE BOGHILNIH (Protejam nossa Terra)

Canadá, 2017, Direção Ashton Janvier, Produção Wapikoni, Documentário, 4 min, Inglês e Dene, Legendas em Inglês

No Canadá, ao norte de La Loche, há uma bela área chamada Patterson Lake. Sua paisagem e recursos naturais são importantes para o povo indígena Denesuline. Este território é usado para acampar em família, nadar e fazer passeios turísticos. Mas o governo federal e as empresas de urânio querem explodir esta linda terra. As descobertas de urânio estão bem debaixo do lago. Eles planejam drenar o lago e destruir todos os recursos naturais circundantes, o que é completamente devastador. Declaração do Diretor Ashton Janvier: O filme pretende inspirar a geração jovem a começar a se preocupar com nossa terra e cultura. É também para promover a conscientização sobre a exploração da mineração de urânio no Lago Patterson, na Província de Saskatchewan, no Canadá. Essa mineração não afeta apenas as promessas do “Tratado 10”, mas também destrói os recursos naturais, prejudica a vida selvagem e arruina a terra. Nascido em 1992, Ashton Janvier é um jovem indígena do povo Denesuline, da comunidade de La Loche, Província de Saskatchewan, no Canadá. Ele é estudante universitário na reserva indígena, através do programa da Escola Nacional Clearwater River Dene. Ele é apaixonado por educação indígena, preservação da cultura e idioma, além de filmar e atuar. Depois de concluir a universidade, ele quer ensinar em sua comunidade e educar seus colegas Denesuline em estudos indígenas. Trailer: http://www.wapikoni.ca/movies/nuhe-nene-boghilnih-protecting-our-homeland

SAVE THE FLINDERS (Salve as Cordilheiras Flinders na Austrália)

Austrália, 2019, Direção Kim Mavromatis, Documentário, 10 min, Inglês sem legendas

As cordilheiras Flinders são a maior cordilheira do sul da Austrália. O filme dá voz às pessoas que querem proteger os Flinders, suas comunidades e gerações futuras, dos lixões radioativos. Se a mudança climática é a questão definidora do nosso tempo, então o lixo nuclear é a ressaca. Declaração do Diretor Kim Mavromatis: Por que diabos o governo federal gostaria de despejar resíduos nucleares nos Flinders, uma várzea, uma região sismicamente ativa, delimitada por nascentes e um destino turístico icônico? Kim Mavromatis é cineasta, diretor de fotografia, editor e artista visual, mora no sul da Austrália, perto dos locais propostos para o lixão nuclear.

Com a presença do diretor Kim Mavromatis, da Austrália (ainda não confirmado)

PROTECTING COUNTRY (Proteger a Terra)

Austrália, 2018, Direção Alexander Hayes e Magali McDuffie, Produção Bruce Hammond, Documentário, 39 min, Inglês

O povo Adnyamathanha, da região de Flinders Ranges, no sul da Austrália, luta há muitos anos para proteger seu país de uma instalação de lixo nuclear, planejada pelo governo federal em suas terras. Esta é a história deles. Declaração do Diretor: “Protecting Country foi produzido com, para e pelos aborígines do sul da Austrália, e totalmente autofinanciado para garantir que sua mensagem importante seja divulgada ao mundo - o povo de Adnyamathanha não quer um despejo nuclear internacional em sua terra.

19:00 horas

THE INVISIBLE FALLOUT / INVISIBLES RETOMBÉES (Chuva radioativa invisível)

França, 2019, Direção Cris Ubermann, Documentário, 45 min, Francês com legendas em Inglês

Desastres nucleares como os de Chernobyl e Fukushima resultam em liberações maciças de substâncias radioativas para o meio ambiente e contaminação duradoura de grandes áreas. A manipulação da informação é fácil, pois a radioatividade não pode ser vista. Com uma frota nuclear envelhecida, a França é particularmente afetada pelos riscos nucleares. Produzido pela associação CRIIRAD (Comissão de Pesquisa Independente e Informação sobre RADioatividade), o filme é baseado nas missões realizadas pelo laboratório CRIIRAD no Japão para tornar a radioatividade visível. Sobre o diretor: http://www.crisubermann.com/

O laboratório da CRIIRAD realizou duas missões no Brasil, em junho de 2012 e abril de 2014, a fim de verificar o nível de radioatividade no ambiente da mina de urânio operada pela empresa estatal INB (Indústrias Nucleares do Brasil), em Caetité, na Bahia. http://www.criirad.org/mines-uranium/bresil/mines.html

GREEN WARRIORS - SOUTH AFRICA: TOXIC TOWNSHIPS  (Verde de Raiva – África do Sul: Vilarejos Tóxicos)

França, 2018, Direção Martin Boudot, Produção Luc Hermann, 53 min, Inglês sem legendas

Joanesburgo, na África do Sul, é considerada a cidade mais contaminada com urânio do mundo. Lixões de cerca de 600 minas abandonadas ficam ao lado de comunidades residenciais, soprando poeira poluída em residências e contaminando o solo e o abastecimento de água. Para ter uma ideia da grande extensão do problema, Martin Boudot e sua equipe de pesquisadores investigam, equipados com um contador Geiger, e descobrem algumas realidades perigosas. Biografia do Diretor Martin Boudot: Formado pela Escola Profissional de Jornalismo de Tours (EPJT), ele recebeu seu treinamento de cinegrafista na Universidade do Norte do Colorado, EUA, e trabalhou para a ABC News em Denver, Colorado. Em 2009, se junta à agência de imprensa TV Premières Lignes Télévision. Desde então, dirige documentários para France Televisions, Canal +, Arte. Ele cobriu vários eventos no Gabão, Egito, República Democrática do Congo e África do Sul.

Quarta-feira, 27 de maio

14:30 horas

Sessão com filmes com legendas em português.

17:00 horas

TOTEM & ORE (Totem & Minério)

Austrália, 2019, Direção John Mandelberg, Documentário, 97 min, Inglês

Um documentário sobre os efeitos das armas e testes nucleares. Começando com a bomba de Hiroshima e terminando no colapso nuclear de Fukushima. As tragédias históricas e o medo contados por testemunhas de bombas atômicas, ativistas, cineastas, artistas, atores, compositores, médicos, professores. Atriz indígena da Austrália, Ursula Yovich, reflete sobre sua visita à Hiroshima, seu apelo para que “Nenhum lugar no mundo tenha armas nucleares!” Declaração do Diretor John Mandelberg: Desde criança, sempre me interessei e temi a história nuclear: o bombardeio atômico de Hiroshima, Nagasaki e os testes nucleares das principais potências do oeste e do leste em terras indígenas em todo o mundo. Isso inclui os testes nucleares britânicos indiscriminados, da década de 1950, em terras indígenas na Austrália que resultou em comunidades com deformidades de nascimento. A precipitação radioativa, a 'névoa negra', caiu em comunidades e cidades onde a população, sem acesso a ajuda médica, desenvolveu doenças na tireóide, cânceres, cegueira e morte. De 1998 a 2004, a "Campanha Irati Wanti", liderada por anciãs aborígenes, comunidades aborígines e pessoas interessadas, protestou contra o plano do governo australiano de construir um depósito de lixo radioativo em terras aborígines. Ainda há planos para desenvolver lixões nucleares no interior da Austrália, mesmo que sucessivos governos não tenham conseguido atrair a atenção das comunidades locais. Eu quero que este filme seja uma mensagem contra isso que já está acontecendo. Assim como Ursula Yovich, os sobreviventes da bomba atômica dizem neste filme "não há lugar neste mundo para a bomba atômica!“ John Mandelberg é um cineasta australiano e acadêmico. Depois de trabalhar na indústria australiana de cinema e televisão por 30 anos, John mudou-se para Nova Zelândia, para assumir o papel de tutor acadêmico, ensinando produção de filmes em um programa de graduação e pós-graduação em Arte Mídia. Trailer: https://vimeo.com/357576802

19:00 horas

OPERACIÓN FLECHA ROTA. ACCIDENTE NUCLEAR EN PALOMARES)

Espanha, 2007, Documentário, 96 min. Direção Jose Herrera Plaza. Produção: Antonio Sánchez Picón. Áudio em espanhol e inglês, legendas em português.

Dois aviões americanos colidiram em janeiro de 1966 e caíram em Palomares (Almería), na Espanha, com quatro bombas poderosas de hidrogênio, Bombas H. Duas bombas explodiram sua carga convencional, o que fez com que o material radioativo se espalhasse sem controle, devido ao vento forte. Na época, se iniciou a descontaminação parcial da área e a investigação da contaminação residual sobre as pessoas e o meio ambiente, no denominado "Projeto Indalo“. Declaração do Diretor: Janeiro de 2016 marcará o 50º aniversário do acidente nuclear em Palomares (Almeria, Espanha). Por meio século, 1.500 seres humanos têm vivido enganados e rodeados por vários quilos de plutônio espalhados pelo vento e pela chuva no Mediterrâneo e ao redor. Esta é a história de uma mentira que nasceu durante a Guerra Fria, a ditadura de Franco e a gênese da indústria nuclear na Espanha. Uma história ainda viva, aberta, à procura de uma solução final. Sobre o Diretor: Jose Herrera é formado em Economia e Audiovideo. Trabalhou no Canal Sur Television como operador de câmera, continuista e video trailer. Escreveu e dirigiu os curtas La Carta (1991) e Herrumbre (1993). Foi assistente de diretor em Arqueologia Industrial em Almería (1984) e nos filmes 180º o la Tacones sale a la calle (1987) e Las diez y diez (2002). É co-autor do livro “Operación Flecha Rota. Accidente Nuclear En Palomares”. Ed. Junta de Andalucia. Consej. Cultura. Sevilla 2003. ISBN: 84-8266-355-0. Mais Informação: http://leganerd.com/2015/02/17/broken-arrow-lincidente-di-palomares/

Com a presença do diretor José Herrera Plaza, da Espanha.

Quinta-feira, 28 de maio

14:30 horas

O PESADELO É AZUL 

Brasil, 2008, Direção: Ângelo Lima, Documentário, 30 min, Português.

Em 1987, aconteceu em Goiânia um dos maiores acidentes radiológicos do mundo. As vítimas contam como foi e como estão vivendo hoje. De quem foi a culpa deste acidente? O que o Governo está fazendo para amparar as vitimas que foram atingidas diretamente? Medo e silêncio tomam conta de uma cidade. O filme é vencedor de varios pémios de cinema do Brasil e já foi exibido em vários paises

LEE DEWYZE "CASTLES"

Itália, 2019, Direção Stefano Bertelli, Animação Musical, Music and Lyrics: Lee DeWyze, 3 min, Inglês sem legendas - Em um parque florestal com um pequeno lago, há uma casa na árvore. Aqui as memórias voltam à vida, as sombras das crianças persistem com o tempo, mas um dia esse local será arrasado com a construção de uma central nuclear que explorará a água daquele lago. A radiação ionizante na água produzirá uma luz azul (radiação Cherenkov) que será projetada no universo em memória daquele lugar. Vencedor Los Angeles Film Awards „Best Animated Video“ Trailer / Info: https://www.seenfilm.com(link is external) -http://leedewyzeofficial.com

AMARELINHA 

Brasil, 2003, Direção e Roteiro: Ângelo Lima, Fotografia: Raimundo Alves,  Câmera: Duane, Edição: Aline Nóbrega, Atriz: Amanda Cristine, Direção de Arte: Eduardo Gomes, Still: Lázaro Neves,  Músicas: Gilson Mundin e Can Kanbay. Ficção, 4 min, português.

Uma das primeiras vítimas do acidente radioativo em Goiânia, com o césio-137, foi uma criança de 6 anos. Onde ficou os seus sonhos e brincadeiras? Leide das Neves não teve tempo para brincar. Biografia: Ângelo Lima é  o cineasta pernambucano, de alma goiana  que "faz cinema na tora", um "cineasta de plantão"como ele mesmo se auto define. Vencedor de inúmeros prêmios em festivais nacionais e internacionais de cinema, conhecido e respeitado no meio cinematográfico brasileiro, pela sua longa batalha. No momento, Ângelo é também presidente da Associação de Cinema Independente de Goiás (Acine).  Um dos homenageados do Festcine Goiânia, cineasta Ângelo Lima ganha mostra individual.

Com a presença do diretor Ângelo Lima, de Goiânia. 

Presença de Odesson Alves Ferreira, da AVCésio - Associação das Vítimas do Césio 137 de Goiânia (ainda não confirmado).

17:00 horas

FUKUSHIMA NO DAIMYO (O Senhor de Fukushima)

Itália, 2014, Direção Alessandro Tesei. Documentário, 20 min, Japonês com legendas em Português

Quase dois anos após o acidente em Fukushima, Masami Yoshizawa, um pequeno criador de gado que se recusou a deixar a zona de evacuação, explica o que passou a ser a sua missão na vida que lhe resta. A terra dele está contaminada para sempre. No entanto, ele permanece em sua fazenda e trabalha para que as consequências trágicas da exposição radioativa sejam conhecidas em todo o mundo. A sua fala é o centro deste curta-metragem poético, realizado durante a segunda viagem do cineasta italiano Alessandro Tesei ao Japão, com o fotógrafo Pierpaolo Mittica e a pesquisadora Michele Marcolin. Ele quis entender as mudanças que estavam ocorrendo na zona proibida. „O Senhor de Fukushima“ recebeu vários prêmios em festivais na Itália. http://www.alessandrotesei.com

SEVEN YEARS OF WINTER (SETE ANOS DE INVERNO)

Alemanha/Dinamarca/Ucrânia, 2011/12, Direção Marcus Schwenzel,  Produtores Jais Christensen e Hans Henrik Laier. Ficção, 22 min, Russo com legendas em Português

Um menino de 7 anos é explorado como catador de objetos de valor na zona de exclusão de Chernobyl para venda no mercado negro. Filmado em Chernobyl, esta ficção revela os efeitos devastadores do acidente nuclear até para quem nasceu décadas depois. O curta do alemão e diretor e escritor Marcus Schwenzel, estrelado pelo atores alemães Hannes Jaenicke e Roman Knizhka, e o ator de Kiev, com 11 anos de idade, Sasha Savenkov: Cineasta alemão Marcus Schwenzel estudou na Prague Film School e recebeu vários prêmios em festivais internacionais com seu filme. Trailer: www.vimeo.com/57438142

Com a presença do cineasta Marcus Schwenzel, da Alemanha.

19:00 horas

LUCENS 

Suíça, 2015, Direção Marcel Barelli, Produção Nicolas Burlet. Animação, 7 min, francês com legendas em português.

A história da primeira e também última usina nuclear 100 % Suíça. Lucens recebeu o prêmio Canon (melhor curta de animação) Festival de cinema de Innsbruck Nature 2015, o prêmio de melhor curta, Festival de Cultura Verde "Green Fest" 2015 Belgrado, o melhor curta-metragem, Greenmotions Film Festival 2015 Freiburg e o Prêmio de Melhor Animação do Uranium Film Festival 2016. http://lucensfilm.blogspot.com.br & Trailer: https://vimeo.com/134106134

NUCLEAR FREE POWER TO THE PEOPLE / ATOMLOS DURCH DIE MACHT (Eletricidade sem energia nuclear para o povo)

Áustria, 2019, Direção Markus Kaiser-Mühlecker, 74 min, Documentário, Alemão/Inglês com legendas em Inglês

A Áustria é o único país que construiu uma usina nuclear totalmente funcional e depois de voto popular, em 1978, suspendeu a última fase da construção. O filme mostra essa história e fornece uma visão do futuro. Como meta-tema, são mostradas as atividades da ONG "Atomstopp", sua luta ao lado de instituições democráticas, do governo local e dos escritórios da União Europeia. O filme mostra o multifacetado tópico sobre tecnologia, saúde, meio ambiente, política e democracia, políticas públicas, movimentos e política energética. Biografia do Diretor: Markus Kaiser-Mühlecker, nascido na Alta Áustria, em 1979, estudou cinema, vídeo e áudio na Universidade de Ciências Aplicadas de Salzburgo e Sociologia na Universidade de Viena. Prêmio: RAGFF Venezia 2019 - Best Retro Avantgarde Documentary Feature Film. Trailer (alemão sem legendas): http://www.kmfilm.at/portfolio/atomlos/

Sexta-feira, 29 de maio

14:30 horas

RUA 57, NÚMERO 60, CENTRO 

Brasil, 2011, Direção Michael Valim, Vídeo-arte / dança moderna e performance musical, 9 min, sem diálogo

Em 13 de setembro de 1987, Goiânia foi palco do mais grave acidente radiológico da história, quando dois jovens desempregados encontraram, em um hospital em ruínas, um aparelho com chumbo contendo uma cápsula com Césio 137.  O elemento Césio 137 não é natural. É um isótopo altamente radioativo do césio, produzido pela fissão nuclear em uma usina nuclear. O lugar mais contaminado em Goiânia com Césio 137 foi a Rua 57, número 60. Para lembrar este acidente radioativo e suas vítimas, o grupo de dança „Por qua?“ e de música „Vida Seca“ fazem uma performance de dança moderna justamente neste local mais radioativo: a Rua 57, número 60, no centro da cidade de Goiânia. Trailer: https://vimeo.com/49859373

ALGO DO QUE FICA

Brasil, 2017, Direção Benedito Ferreira, Ficção, 23 min, português. 

Uma reflexão pessoal e sensível sobre o acidente radioativo de Goiânia, 1987. O pior desastre nuclear do Brasil e da América Latina.  No maior festival de cinema ambiental da América Latina, o FICA 2017, em Goiás, o curta-metragem e seu diretor Benedito Ferreira de Goiânia receberam vários prêmios e também o prêmio do International Uranium Film Festival em Berlim. Trailer: https://vimeo.com/218011640

Com a presença do diretor de cinema Benedito Ferreira, de Goiânia.

17:00 horas

SAM AND THE PLANT NEXT DOOR (Sam e a usina nuclear ao lado)

Dinamarca/Reino Unido, 2019, Direção Ömer Sami, Documentário, 23 min, Inglês sem legendas.

Crescendo nas sombras da mais nova usina nuclear da Grã-Bretanha, Sam, de onze anos, está preocupado com o que isso significa para o mundo ao seu redor e precisa decidir que tipo de pessoa ele quer ser. À deriva entre sua vida cotidiana e seus sonhos, o filme explora temas de esperança, desapego e crescimento. Este filme é uma reflexão delicada e sensível sobre a construção, na atualidade, da maior e mais cara usina nuclear  da história, Hinkley Point C, com dois reatores, em Somerset, Inglaterra. Biografia do Diretor Ömer Sami (1993) é um documentarista, decente de britânicos-trinidadianos e turcos-irlandeses. Ele conta histórias geralmente através dos olhos e da mente de uma criança.

Com a presença do diretor Ömer Sami, da Dinamarca (ainda não confirmado)

THIRST FOR JUSTICE (Sede por Justiça)

Reino Unido / EUA, 2019, Direção Leana Hosea, Documentário, 72 min, Inglês sem legendas

Você pode pensar que a América é livre, mas no fundo há uma grande injustiça. O acesso à água limpa está sendo segregado. Armados apenas com informação e suas doenças, cidadãos extraordinários enfrentam a indústria e o governo, arriscando serem presos para proteger a água. De Flint à Navajo Nation, via Standing Rock, esta é a história deles. Declaração da Diretora Leana Hosea: Sou jornalista da BBC, no International News, e nos últimos doze anos cobri muitas histórias incríveis e angustiantes. Eu estava dando as últimas notícias no Cairo, Egito, relatando a Primavera Árabe, desde o primeiro dia, na Praça Tahrir, a guerra em Gaza e a crise no Iêmen. No entanto, nunca vi nada parecido com o que encontrei quando visitei Navajo Nation. As comunidades vivem em meio a pilhas de lixo radioativo, bebendo água contaminada com urânio. Eu estava esperando uma entrevistada, mas ela não apareceu. Pensei que talvez ela tivesse pneus furados, mas depois descobri que ela morreu naquela manhã, de câncer nos rins, provavelmente devido à água contaminada com urânio que ela bebeu a vida toda. Em Michigan, um dos lugares mais ricos em água do mundo, a cidade de Flint foi envenenada por suas águas. Assim como na reserva Navajo, as autoridades sabem e não agem para proteger as pessoas. As notícias não fazem jus à situação ou não transmitem a história adequadamente. Com a força do meu trabalho, recebi uma segunda bolsa na Escola de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Universidade de Michigan. Recebi um treinamento individualizado sobre como tirar leituras de radiação e amostras, com a professora de Engenharia Nuclear e Ciências Radiológicas Kim Kearfott. Usei seu contador Geiger para obter resultados confiáveis. O que há de único em 'Thirst For Justice', em comparação com outros filmes sobre a água, é que ele une as questões da água nas comunidades urbanas e rurais, indígenas e não indígenas, por meio das mulheres que lideram o movimento emergente pela justiça da água.

19:00 horas

DARKROOM (Quarto Escuro)

Alemanha, 2011,  Direção e Produção Anna Luisa Schmid, Animação, 2 min, sem diálogo - Estamos assistindo um homem em sua rotina matinal. Ele não conhece as consequências de seus atos cotidianos para a saúde do Planeta. A eletricidade que ele está usando é produzida em uma usina nuclear movida a urânio. O urânio é produzido pela mineração na Austrália que prejudica o meio ambiente e a saúde dos povos indígenas. "Darkroom" é um curtíssimo extraordinário que mostra em linhas simples e delicadas a rota do consumo na Era Atômica. O filme da estudante Anna Luisa Schmid também foi o seu filme para a seleção bem sucedida para a famosa HFF Hochschule für Film und Fernsehen em Potsdam-Babelsberg (Berlim).  Filme: www.vimeo.com/81749731

VOM SINN DES GANZEN - Sobre o significado de tudo - A rede do físico Hans-Peter Dürr (1929 - 2014)

Alemanha, 2020, Direção Claus Biegert, Produção Biegertfilm, Documentário, 103 min, Alemão e Inglês com legendas em Português

Hans-Peter Dürr seguiu os passos do renomado Werner Heisenberg. Como ativista da paz, ficou dividido entre seu supervisor de doutorado Edward Teller e o ganhador do prêmio Nobel da Paz Josef Rotblat. Os dois foram envolvidos no Projeto Manhattan de fazer a bomba atômica, durante a Segunda Guerra Mundial. Quando ficou óbvio que Hitler não construiria uma bomba atômica (Wunderwaffe), Rotblat imediatamente se demitiu de Los Alamos, Teller ficou e se tornou o "pai da bomba de hidrogênio". No início dos anos 50, o jovem Hans-Peter de Stuttgart, na Alemanha, entrou na euforia da bomba em Berkeley, Califórnia. O filme oferece material excepcional sobre os encontros  de Hans-Peter Dürr com os cientistas atômicos Teller e Rotblat e conta com a participação de vários personagens importantes da política, ciência e ecologia da Alemanha e Estados Unidos, como Franz Alt, Angelika Claussen, Daniel Dahm, Sue Dürr, Giselle Full, Tiokasin Ghosthorse, Hartmut Grassl, Isabelle Krötsch, Rudolf zur Lippe, John D. Liu, Josef Rotblat, Heinrich Saller, Erhard Seiller, Rupert Sheldrake, Edward Teller, Ulrich Warnke, Andreas Weber, Konstantin Wecker, Ernst-Ulrich von Weizsäcker. Diretor do filme Claus Biegert é jornalista, autor, cineasta, repórter de rádio e ativista de direitos humanos, com sede em Munique, Alemanha. Ele publicou vários livros sobre nativos americanos e questões ambientais. Por muitos anos, Biegert teve seu próprio programa de rádio na Rádio Pública da Baviera. Em 1992, ele iniciou o legendário World Uranium Hearing em Salzburgo, Áustria, e, em 1998, foi co-fundador do prêmio internacional Nuclear-Free Future Award. Info: https://www.biegert-film.de

Com a presença do diretor Claus Biegert, da Alemanha (ainda não confirmado).

 

Sábado, 30 de maio

16:30 horas

THE SOVIET GARDEN - GRĂDINA SOVIETICĂ (O Jardim Soviético)

Moldávia / Romênia, 2019, Direção Dragoș Turea, Documentário, 76 min, Romeno com legendas em Inglês

O cineasta Dragoș, da Moldávia (ex- União Soviética), descobre um experimento científico secreto. Através de quase dez anos de investigações, Dragoș revela o plano secreto de transformar Moldávia no Jardim Soviético, com aplicação de energia atômica na agricultura local. O lixo atômico desta experiência científica criou uma Chernobyl Agrícola. Biografia do Diretor Dragoș Turea: nasceu em Chisinau, Moldávia, em 1980. Estudou Comunicação Audiovisual na Academia de Teatro e Cinema de Bucareste. Em 2006, foi Mestre em Cinema, na Academia de Música, Teatro e Artes de Chisinau.  Ele estreou no cinema com seu pequeno documentário "Vasile Mamaliga", premiado na estréia da União dos Cineastas da Moldávia, em 2007. De 2007 a 2015, trabalhou como produtor da Publika TV, Prime TV, Jurnal TV. Em 2010, iniciou seu maior projeto até o momento, a produção do documentário “The Soviet Garden”.

18:00 horas

JOURNEY TO THE SAFEST PLACE ON EARTH (JORNADA AO LOCAL MAIS SEGURO DA TERRA)

Suíça, 2013, Direção Edgar Hagen, Produção Hercli Bundi. Documentário, 100 min, Alemão com legendas em Português.

O lixo das usinas nucleares é uma ameaça por milhares de anos. O filme reflete sobre a busca de um lugar seguro para depositar este lixo altamente radioativo. Uma viagem da Suíça a China em busca de um depósito final. Declaração do Diretor: Desde que a energia atômica foi usada pela primeira vez para fins comerciais, em 1956, enfrentamos um dilema: produzimos "energia limpa", mas criamos o subproduto mais perigoso de todos os tempos. Esse lixo nuclear de alto nível representará uma ameaça por centenas de milhares de anos. Atualmente existem cerca de 350.000 toneladas no mundo - com mais 10.000 produzidas a cada ano. Em todo o mundo, os resíduos são colocados em piscinas de resfriamento, em locais de armazenamento provisório. Para escapar desse dilema, todos os países produtores de energia atômica adotaram a mesma estratégia política: encontrar locais adequados em repositórios geológicos profundos para livrar as gerações futuras dessa ameaça, por toda a eternidade. Muitos países passaram décadas pesquisando locais adequados, realizando pesquisas científicas, mas ainda não se chegou a um resultado bem sucedido. O filme viaja para os confins da terra em busca por respostas. Diretor Edgar Hagen estudou Filosofia e Alemão na Universidade de Basileia e na Freien Universität de Berlim. Desde 1989, ele trabalha como documentarista independente e foi por dez anos membro do Conselho da Swiss Filmmakers Association e é, desde 2013, chefe de direção de documentários da FOCAL. Declaração do Diretor: „Desde que a energia atômica foi usada pela primeira vez para fins comerciais, em 1956, criamos o subproduto mais perigoso de todos os tempos. Esse lixo nuclear de alto nível representará uma ameaça por centenas de milhares de anos. Para escapar desse dilema, todos os países produtores de energia atômica adotaram a mesma estratégia política: encontrar locais adequados para repositórios geológicos profundos, localizando lugares possíveis para livrar as gerações futuras dessa ameaça por toda a eternidade. O lugar só pode ser o lugar mais seguro do mundo.“ https://edgarhagen.com

Com a presença do diretor Edgar Hagen, da Suíça.

Domingo, 31 de maio

11:00 horas - Debate: Energia Nuclear e Mudança Climática 

Mesa redonda, perguntas e respostas com cientistas, ativistas, cineastas e convidados internacionais.

17:00 horas

VALLEY OF THE GODS (Vale dos Deuses)

Polônia / Itália / Luxemburgo / EUA, 2019, Direção Lech Majewski, Co-produção Poland-Luxembourg; Royal Road Entertainment, Elenco Josh Hartnett, John Malkovich, John Rhys-Davies, Bérénice Marlohe, Keir Dullea, Steven Skyler, Joseph Runningfox, ficção,126 min, Inglês sem legendas

Uma jornada entre três histórias entrelaçadas, criando uma visão peculiar e misteriosa da América. A raiz da história é uma lenda indígena navajo sobre divindades vinculadas às pedras do Vale dos Deuses, que se materializarão durante o curso do filme. A segunda história se concentra em Wes Tauros, o homem mais rico da Terra, interpretado por John Malkovich. Levando uma vida excêntrica, após uma tragédia pessoal, Tauros compra os direitos de minerar urânio no Vale dos Deuses, profanando os sagrados terrenos indígenas. A terceira história se concentra em John Ecas, funcionário da Tauros, encarregado de escrever a biografia de seu chefe, cuja imaginação tem o poder de alterar a realidade. „Vale dos Deuses“ foi filmado em vários locais da Itália, Utah (EUA) e Polônia, incluindo a Baixa Silésia, o complexo mosteiro cisterciense, no castelo Lubiąż e Książ, bem como a cidade natal de Lech Majewski, Katowice. A trilha sonora foi composta pelo vencedor do Oscar, Jan A.P. Kaczmarek. Declaração do Diretor Lech Majewski: O Chefe da Nação Navajo disse que este era um filme muito bom para eles, pois nunca havia visto uma produção americana que mostrasse o mundo da perspectiva deles. Geralmente, os índios são retratados do ponto de vista do homem branco. Os índios cercam seus oponentes, emitem sons estranhos e disparam flechas, ou são torturados e tratados injustamente. Adotei uma maneira diferente de contar histórias, a lógica encontrada em sua religião e mitologia.

Com a presença do diretor Lech Majewski (ainda não confirmado)

Após a sessão de cinema, cerimônia de premiação do festival e coquetel nos Jardins do MAM.

 

Local
Museu de Arte Moderna - Cinemateca
Av. Infante Dom Henrique, 85 / Parque do Flamengo
Rio de Janeiro
https://www.mam.rio
 
Contato
www.uraniumfilmfestival.org
info@uraniumfilmfestival.org

 

 
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Informação é Prevenção!
 
O International Uranium Film Festival é o maior festival de cinema dedicado a toda cadeia nuclear: da mineração de urânio às usinas nucleares, bombas atômicas, acidentes nucleares, medicina e ciência nuclear e lixo radioativo. O festival lança luz sobre todas as questões nucleares e luta contra contra o esquecimento: O perigo das bombas atômicas, os acidentes nucleares, como de Chernobyl e Fukushima, Palomares e os acidentes radiológicos, como em Goiânia com césio 137, não devem ser esquecidos. Mas o International Uranium Film Festival somente é possível com contribuições de pessoas, empresas e instituições conscientes. Colabore!
 
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