21 DE MAIO, QUINTA-FEIRA / 18h30
CLÁSSICO DO CINEMA ATÔMICO
EUA, 1954, Direção: Gordon Douglas, Produção: David Weisbart, Ficção Científica em Preto e Branco, com James Whitmore,
Edmund Gwenn, Joan Weldon e James Arness, Inglês com legendas em Português, 94 min.
Os primeiros testes atômicos do Projeto Manhattan, no Novo México, causaram mutações em formigas, transformando-as em monstros gigantes, devoradores de gente, podendo acabar com a humanidade. Um ninho de formigas irradiadas é descoberto no deserto do Novo México. Elas rapidamente se tornam uma ameaça mundial, quando se descobre que duas rainhas e seus consortes escaparam para estabelecer novas colônias. A busca que se segue culmina em uma batalha com a colônia sobrevivente, encontrada nos canais do sistema de drenagem pluvial de Los Angeles.
"Them!" é um dos primeiros filmes de "monstros nucleares“, da década de 1950, e o primeiro com insetos gigantes como ameaça. Indicado ao Oscar, é considerado um dos melhores filmes de monstros do início da Era Atômica. No diálogo final do filme, os personagens principais fazem uma crítica contundente aos testes de armas nucleares dos EUA: - "Se esses monstros surgiram como resultado da primeira bomba atômica, em 1945, o que dizer do resultado de todas as outras bombas que explodiram desde então?" - „Ninguém sabe, Robert. Quando o homem entrou na era atômica, abriu uma porta para um novo mundo. O que encontraremos nesse novo mundo, ninguém pode prever.“ The End!
22 DE MAIO, SEXTA-FEIRA / 18h30
60 ANOS DAS BOMBAS ATÔMICAS PERDIDAS
Espanha, 2022, Direção: Jaime García Parra, Ficção/Comédia,
Espanhol com legendas em Português, 14 min.
Em janeiro de 1966, no sul da Espanha, um casal de turistas, em um dia tranquilo na praia, presencia um jogo curioso, praticado por moradores locais. Os turistas são atraídos pelo jogo e decidem filmá-lo, sem saber da hecatombe que acontecerá diante da câmera. "Janeiro de 66" é baseado no acidente real com bombas nucleares, em Palomares, durante a Guerra Fria: em 17 de janeiro de 1966, um bombardeiro B-52 do Comando Aéreo Estratégico da Força Aérea dos EUA, com quatro bombas de hidrogênio, colidiu com um avião-tanque durante um reabastecimento, em voo na costa da Espanha, Palomares, Andaluzia. Das quatro bombas de hidrogênio que o B-52 carregava, três caíram em terra, resultando na contaminação, por plutônio e urânio, em uma área de pelo menos 2 km quadrados. A quarta bomba H ficou perdida por quatro semanas no mar. Melhor Ficção do 11° Uranium Film Festival 2022.
Espanha, 2007, Direção: José Herrera Plaza, 96 min, Documentário,
Espanhol/Inglês com legendas em Português.
„Flecha Quebrada“ é um termo militar norte-americano, utilizado para descrever um acidente envolvendo armas nucleares, sem criar risco de guerra nuclear. No meio da Guerra Fria, em 17 de janeiro de 1966, um bombardeiro B-52 norte-americano, com quatro bombas atômicas poderosas de hidrogênio, colidiu com uma aeronave de reabastecimento, sobre a vila agrícola e pesqueira de Palomares, às margens do Mar Mediterrâneo, na Província de Almería, Andaluzia, Espanha. Ao atingir o solo, duas bombas explodiram sua carga convencional, o que fez com que o material radioativo de plutônio se espalhasse, devido ao vento forte. Uma terceira bomba permaneceu intacta. A quarta bomba H caiu no mar. A Marinha dos EUA procurou a bomba por semanas. Jose Herrera Plaza: „Por meio século, 1.500 seres humanos têm vivido enganados e rodeados por vários quilos de plutônio, espalhados pelo vento e pela chuva, no Mediterrâneo. Esta é a história de uma mentira que nasceu durante a Guerra Fria, a ditadura de Franco e a gênese da indústria nuclear na Espanha. Uma história ainda viva, aberta, à procura de uma solução final.“
23 DE MAIO, SÁBADO
HIBAKUSHA: VÍTIMAS DAS BOMBAS ATÔMICAS
15h30
EUA, 2025, Direção e Produção: Peter Matulavich, Documentário,
Inglês com legendas em Português, 21 min.
Baseado nas descobertas das equipes médicas japonesas e americanas, enviadas à Hiroshima, nos dias e semanas seguintes ao bombardeio atômico, o filme retrata o caos absoluto e o horror quase indescritível vivenciado ali. „Um ótimo aviso para a humandidade. É um filme maravilhoso!“ Makiko Hamaguchi-Klenner
EUA, 2025, Direção e Produção: Beatrice Becette, Documentário,
Inglês com legendas em Português, 58 min.
Duas amigas, unidas por histórias familiares em lados opostos da Segunda Guerra Mundial, partem em uma jornada para explorar o trauma duradouro dos bombardeios de Hiroshima e Nagasaki. Enquanto os hibakusha japoneses sofrem com complicações de saúde e cicatrizes psicológicas ao longo da vida, os veteranos atômicos americanos, que testemunharam as consequências dos bombardeios, também lutam contra doenças relacionadas à radiação e o Transtorno de Estresse Pós-Traumático.
Brasil, 2025, Direção: Joel Yamaji, Documentário,
Japonês/Português, 20 min.
O filme mescla fragmentos documentais, poeticamente reconstruídos, recriados como vestígios do passado, com imagens oníricas para expressar o imaginário de Takashi Morita - sobrevivente de Hiroshima, imigrante no Brasil, ativista pela paz, transformou sua própria vida em uma mensagem para as futuras gerações.
17h50
TESTES DE BOMBAS ATÔMICAS
EUA, 2025, Direção: Riley Fitchpatrick, Documentário,
Inglês com legendas em Português, 20 min.
Um cineasta retorna à sua cidade natal, onde foi construída a bomba atômica. Lá, ele encontra os trabalhadores que criaram a maior arma da humanidade e que agora lutam com seu legado, enquanto seus netos herdam um mundo à beira da catástrofe nuclear.
EUA, 2023, Diretores Douglas Brian Miller e Mark Shapiro, Produtores: Matthew Modine and Adam Rackoff.
Featuring Martin Sheen, Claudia Peterson, Ian Zabarte, Patrick Wayne, Mary Dickson, Lewis Black, Joseph Musso & Michael Douglas.
Documentário, 95 minutos. Inglês com legendas em Português.
Documentário revelador sobre os efeitos dos testes com bombas atômicas que o governo dos Estados Unidos realizou no próprio solo norte-americano. A Área de Teste de Nevada („Nevada Test Site“) está localizada em Mercury, cerca de 150 km de Las Vegas. Neste local, 928 armas nucleares explodiram, entre 1951 a 1992. Ao longo desses 41 anos, 100 bombas atômicas foram detonadas acima do solo, por aviões, balões, torres e canhões, além de 828 detonadas no subsolo. Na década de 1950, vários sucessos de bilheteria foram filmados na rota do vento destes testes atômicos. Até areia radioativa foi levada para set de filmagens em estúdio de Hollywood. Melhor Longa-Metragem Documentário do 12° Uranium Film Festival 2023.
24 DE MAIO, DOMINGO
14h30
HIBAKUSHA: VÍTIMAS DAS BOMBAS ATÔMICAS
Performance de Dança Atômica

“A bomba que cai e a esperança que permanece”
Coordenação Professora Luciana Carnout, Turma Dahlia,
Curso Técnico em Dança da FAETEC Escola Estadual Adolpho Bloch.
15h10
40 ANOS DO ACIDENTE NUCLEAR DE CHERNOBYL
Ucrânia, 2013, Direção: Vitaliy Vorobyov, Produção: Victor Mirsky. Ficção,
Russo, com legendas em Português, 118 min.
Abril de 1986. Pripyat, Ucrânia. Um colapso do núcleo ocorreu no Reator 4, da Usina Nuclear de Chernobyl. Mais de trinta pessoas morreram na explosão, mas o número estimado de mortos em decorrência da precipitação radioativa chegará a quatro dígitos. Este acidente será considerado o maior desastre ecológico do mundo. Ambientado no epicentro da catástrofe, este romance ficcional revela detalhes fidedignos do evento de Chernobyl, incluindo a técnica utilizada pelos socorristas e bombeiros. Melhor Longa-Metragem de Ficção do 5° Uranium Film Festival 2015.
17h30
Alemanha/Dinamarca/Ucrânia, 2011/12, Direção: Marcus Schwenzel,
Ficção, Russo com legendas em Português, 22 min.
Andrej tem sete anos e vasculha o deserto nuclear de Chernobyl, em busca de documentos que foram abandonados durante a evacuação da população. Um filme lírico que denuncia a exploração de crianças e o mercado paralelo de venda de objetos contaminados de Chernobyl. Uma reflexão comovente sobre os efeitos devastadores do desastre nuclear, até mesmo para quem ainda nem tinha nascido. Melhor Curta-Metragem de Ficção do Uranium Film Festival 2015,
Alemanha/França/Ucrânia, 2022, Direção: Emi Dietrich,
Documentário, Russo com legendas em Português, 25 min.
Enquanto os políticos voltam a considerar a expansão da energia nuclear, seus perigos são frequentemente esquecidos ou até mesmo ocultados. „Liquidadores“ (civis e militares convocados para conter as consequências do desastre de Chernobyl) relatam suas perigosas missões e discutem os efeitos da radiação em sua saúde, sua situação atual e suas opiniões sobre a energia nuclear.
18h30
República Tcheca, França, 2025, Diretor: Bruno Collet, Animação,
Francês com legendas em Inglês e Português, 14 min.
Um jovem turista vagueia pelas ruínas radioativas, na área proibida de Chernobyl, para alimentar sua conta do Instagram. Essa busca absurda o levará a descobrir a história que assombra a área…
Ucrânia/EUA/Bulgária/Eslováquia, 2020, Direção: Iara Lee, Documentário,
Inglês/Russo/Ucraniano com legendas em Português, 57 min.
Um exame da cultura underground da Zona de Exclusão de Chernobyl. Três décadas após o desastre nuclear mais infame do mundo, a vida selvagem radioativa se estabeleceu, na ausência de assentamentos humanos. Enquanto isso, aventureiros ilegais (conhecidos como “stalkings”), artistas e empresas de turismo, começam a explorar novamente a paisagem fantasmagórica pós-apocalíptica.
26 DE MAIO, TERÇA-FEIRA, 18h30
LIXO NUCLEAR / FILMES ALEMÃES
Países Baixos / Alemanha, 2025, Direção: Tineke van Veen & Felix Schuster,
Arte - Documentário, sem diálogo, 8 min.
Instalação experimental inspirada em uma questão fundamental: o lixo nuclear de baixa atividade. Em 2025, foi iniciada a construção de um depósito para resíduos radioativos em Dessel, Bélgica. Esses resíduos deverão permanecer isolados do mundo exterior por pelo menos 300 anos. Mas como podemos garantir que as gerações futuras estejam cientes disso?



Alemanha, 2010, Direção: Joachim Tschirner, Documentário,
Alemão/Inglês com legendas em Português, 35 min.
A mina da Wismut, na Alemanha Oriental, foi a terceira maior mina de urânio do mundo. Criada pela União Soviética, em 1947, para abastecer o seu programa de bombas atômicas, a mina produziu urânio para 20.000 bombas atômicas soviéticas, até 1990. O povo da Alemanha ficou com a herança da mineração, o lixo radioativo e milhares de trabalhadores e seus parentes com câncer e outras doenças, causadas pela mineração. Com a reunificação alemã, o governo fechou a mina e começou a “limpar” (descomissionar) esta herança radioativa. Foi a primeira tentativa no mundo de descomissionar uma mina de urânio, minimizando os impactos ambientais destas montanhas e lagoas de rejeitos radioativos e tóxicos. O final da „limpeza“ ainda não é previsível, nem mesmo o fim dos gastos do governo alemão - que até 2010 ultrapassaram 6 bilhões de euros. Este filme é fundamental para o Brasil conhecer o que é preciso fazer com as milhares de toneladas de rejeitos radioativos da nossas minerações. Melhor Documentário Curta-Metragem 4° Uranium Film Festival 2014.

Alemanha, 2026, Direção: Maja Hohenberg, Documentário Poético,
Alemão, legendas em Português, 20 min.
Em seu documentário poético, Maja Hohenberg traça a trajetória de seu bisavô, que trabalhou para a mineradora de urânio Wismut AG/SDAG (Companhia Acionária Soviético-Alemã), na Alemanha Oriental (RDA), na década de 1950. Sua pesquisa artística explora o entrelaçamento de sua história familiar com a história da mineração de urânio na antiga RDA. No período pós-guerra, Wismut era uma das maiores minas de urânio do mundo e a mais importante empresa "estrangeira" da União Soviética. Secretamente, a mina fornecia matéria-prima para as bombas atômicas soviéticas, durante a Guerra Fria. No entanto, a mineração de Wismut teve um alto preço: muitos trabalhadores sofreram doenças fatais, devido aos altos níveis de exposição à radiação. O meio ambiente foi devastado e as consequências ainda são sentidas até hoje. O filme é uma tentativa de resgatar o que permanece silenciado, que arde por anos e que, de outra forma, não encontra palavras.
27 DE MAIO, QUARTA-FEIRA, 18h30
TESTES DE BOMBAS ATÔMICAS

Espanha, 2023, Direção Beatriz Caravaggio, Documentário - Experimental,
Inglês com legendas em Português, 50 min.
Utilizando documentos desarquivados de governos nuclearizados, o filme explora os mais de 2.000 testes nucleares já realizados no mundo e que resultaram em enormes arsenais de armas de destruição em massa - uma ameaça existencial latente à vida na Terra. Com sua linguagem minimalista, o filme evita tanto a moralização explícita quanto a crítica, ou rejeição, dos pilares cognitivos da Ciência. Seu objetivo é deixar clara a ameaça existencial latente à vida na Terra como resultado de uma corrida armamentista imparável.
19h40
SUSPENSES ATÔMICOS

Sueco com legendas em Português, 15 min.
Durante uma pausa para o café, dois homens conversam sobre Chernobyl e outros vazamentos nucleares, enquanto um deles está lendo “Vozes de Tchernóbil”, de Svetlana Alexievich (Prêmio Nobel de Literatura 2015). De volta ao trabalho, são verdadeiros profissionais. Um suspense irônico que coloca em debate até onde estamos dispostos a enxergar o que é violência. Melhor Ficção do 2° Uranium Film Festival 2012.
Reino Unido, 2022, Direção: Dan Clifton, Suspense de ficção científica,
Inglês com legendas em Português, 10 min.
Diante de suas dúvidas, uma comandante naval precisa seguir ordens e apertar o botão de lançamento da bomba atômica, desencadeando o apocalipse nuclear final da Terra.
EUA, 2025, Direção: Tom Brown, Ficção,
Inglês, legendas em Português, 18 min.
Em 1976, dois produtores de cinema em ascensão comemoram o sucesso de seu thriller de espionagem da Guerra Fria, mas entram em pânico quando seu roteirista, sempre esquivo, desaparece. Logo descobrem que o roteiro revela informações ultrassecretas, colocando suas carreiras e vidas em perigo.
www.instagram.com/thealpacaconnection
28 DE MAIO, QUINTA-FEIRA
14h00
Performance de Dança Atômica “40 anos Chernobyl”

Coordenação Professora Luciana Carnout, Turma Morphini,
Curso Técnico em Dança da FAETEC Escola Estadual Adolpho Bloch.
14h30
Sessão Escolar
ALBRAUM (Pesadelo de Rejeito Radioativo)
Alemanha, 2026, Direção: Maja Hohenberg, Documentário Poético,
Alemão, legendas em Português, 20 min.
The Moth (A Mariposa)
Canadá, 2025, Direção: Michelle Derosier e Zoe Gordon,
Ficção, Inglês com legendas em Português, 20 min.
Presença dos dois cineastas
18h30
Indígenas & Groenlândia

Groenlândia, 2020, Direção: Inuk Jørgensen, Documentário,
Groenlandês / Inglês, legendas em Português, 7 min.
Um retrato cinematográfico do desespero e da ansiedade, em relação a um futuro incerto para o povo indígena Inuit, na maior ilha do mundo. O filme questiona a lógica por trás da perspectiva de mineração de urânio na Groenlândia, e como ela se conecta com a busca por identidade desta jovem nação. O filme, de muitas maneiras, lançou as bases para os eventos que levaram à convocação de eleições antecipadas na Groenlândia, em 2021. Contexto: Durante um período de trinta anos, a partir da década de 1950, a Groenlândia passou por grandes mudanças sociais, deixando de ser uma colônia da Dinamarca para se tornar uma nação, com aspirações de se tornar totalmente independente um dia. O que a Europa levou 300 anos para realizar, durante a industrialização, foi praticamente imposto à população indígena da Groenlândia, em 30 anos. Isso teve grandes consequências em todos os aspectos do modo de vida dos Inuit, sendo um golpe devastador para muitos. Agora, novas mudanças estão no horizonte…

EUA, 2025, Direção: Guy Morgan, Documentário,
Inglês & Navajo com legendas em Português, 77 min.
„As Nações Unidas chamam isso de genocídio. Nós chamamos de vida cotidiana“. O filme acompanha um pequeno grupo de famílias do povo Dine’, também conhecidos como Navajo, lutando para manter suas terras, sua herança e suas crenças, após décadas de mineração de urânio. Esta é a história deles. Uma janela para o passado também é um vislumbre de todo o nosso futuro. A luta deles… é a nossa luta. Prêmio do Público de Melhor Documentário de Longa-Metragem Window Rock Uranium Film Festival 2025

Canadá, 2025, Direção: Michelle Derosier e Zoe Gordon,
Ficção, Inglês com legendas em Português, 20 min.
Ambientado em 2039, numa terra indígena consumida por minas de lítio, a Corporação de Resíduos Nucleares enterrou cem mil toneladas de lixo nuclear canadense. Poucos estavam preparados para o desastre. Uma Ogichidaa-Kwe (Mulher Guerreira, na língua do povo Ojibwe) sobrevive isolada, amando e resistindo, enquanto o mundo adoece ao seu redor.
„Como artistas, mulheres e colaboradoras de longa data, codirigimos esse curta enquanto buscamos maneiras de lidar com nosso luto, ajudando a proteger a terra, usando nossas vozes. O transporte e o enterro de resíduos nucleares tóxicos de alta atividade, no Território do Tratado 3, representam uma ameaça para humanos e não humanos.“ Zoe Gordon
29 DE MAIO, SEXTA-FEIRA
16h30
15 ANOS FUKUSHIMA
EUA/UK, 2024, Direção: Arif Khan,
Doc Imersivo, 25 min, Inglês/Japonês, legendas em Português.
O filme leva o público ao coração de Fukushima, para conhecer os sobreviventes que vivem na sombra da crise pós-acidente nuclear. Usando tecnologia de captura volumétrica e fotogrametria, o espectador é convidado a uma experiência que explora o desastre e seus impactos duradouros sobre as pessoas e o meio ambiente. Como uma comunidade resiste, após o trauma, e relembra as memórias de seus lares, aos quais não podem mais retornar? Qual é o significado de lar, e como ele pode ser redefinido diante de um desastre nuclear? Melhor documentário imersivo em Realidade Virtual do 14° Uranium Film Festival Rio de Janeiro 2025.
Japão, 2018, Direção: Ayumi Nakagawa, Documentário,
Japonês, legendas em Português, 65 min.
Muitas pessoas precisaram fugir de suas casas, por causa do acidente nuclear em Fukushima, e acabaram sendo atingidas pela pobreza, depois que o governo japonês cortou os subsídios habitacionais. Mães com filhos pequenos são particularmente vulneráveis. Este filme apresenta histórias de mulheres que se esforçam para sobreviver, enquanto a memória compartilhada do desastre nuclear está desaparecendo. Melhor documentário longa-metragem 10º International Uranium Film Festival 2021
18h30
BOMBA ATÔMICA NO PACÍFICO

EUA, 2024, Direção: Nolan Anderson e Lindsey Hagan,
Documentário, Inglês com legendas em português, 34 min.
Tendo como pano de fundo um planeta ameaçado pelas mudanças climáticas e pela crescente corrida armamentista nuclear, o veleiro "Regra de Ouro" zarpa mais uma vez, guiado pelo eco de seus triunfos passados - que serviu de inspiração direta para o primeiro barco do Greenpeace. Junte-se à tripulação voluntária e ao cineasta Nolan Anderson, em uma jornada inspiradora, que entrelaça a luta pelo desarmamento com o apelo urgente para proteger o mundo para as futuras gerações.
Inglês com legendas em português, 68 min.
Este documentário narra os primeiros esforços da mídia e cultura americanas para lidar com a Era Atômica. Apenas algumas semanas após as bombas atômicas americanas destruírem Hiroshima e Nagasaki, alguns dos cientistas que ajudaram a criar as armas pressionaram Hollywood para produzir um filme que alertasse sobre a construção de mais bombas e maiores. Em 1947, a MGM lançou "The Beginning or the End“ (O Começo ou o Fim), o primeiro filme sobre a criação e o uso da bomba atômica. Mas as contribuições dos cientistas — que poderiam ter mudado a história — foram eliminadas, com a intervenção direta do diretor do Projeto Manhattan, General Leslie Groves, e do Presidente Harry S. Truman. O resultado foi uma propaganda pró-bomba, muitas vezes risível. Entre as muitas histórias absurdas reveladas neste filme, Truman chegou a mandar demitir o ator que o interpretava.
30 DE MAIO, SÁBADO, 16h00
HOLLYWOOD ATÔMICA
EUA, 2025, Direção: Ben Loeterman,
Documentário, Inglês com legendas em português, 80 min.
O filme explora como o governo dos EUA tentou manipular a verdade sobre o Projeto Manhattan e os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial. A imprensa foi cooptada e construiu uma imagem benevolente da energia atômica, minimizando o terrível custo humano dos bombardeios. O filme revela os esforços de um grupo de repórteres intrépidos para contar a verdade.
17h40
EUA, 2026, Direção: Greg Mitchell,
Documentário, Inglês com legendas em Português, 15 min.
Este documentário narra os primeiros esforços da mídia e cultura americanas para lidar com a Era Atômica. Apenas algumas semanas após as bombas atômicas americanas destruírem Hiroshima e Nagasaki, alguns dos cientistas que ajudaram a criar as armas pressionaram Hollywood para produzir um filme que alertasse sobre a construção de mais bombas e maiores. Em 1947, a MGM lançou "The Beginning or the End“ (O Começo ou o Fim), o primeiro filme sobre a criação e o uso da bomba atômica. Mas as contribuições dos cientistas — que poderiam ter mudado a história — foram eliminadas, com a intervenção direta do diretor do Projeto Manhattan, General Leslie Groves, e do Presidente Harry S. Truman. O resultado foi uma propaganda pró-bomba, muitas vezes risível. Entre as muitas histórias absurdas reveladas neste filme, Truman chegou a mandar demitir o ator que o interpretava.
www.gregmitchphoto.com
THE ATOMIC SCREEN (CINEMA ATÔMICO)

Canadá, 2025, Direção: Alain Vézina,
Documentário, Inglês com legendas em Português, 52 min.
Se os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki mostraram que a bomba atômica poderia causar devastação em larga escala, a invenção de armas termonucleares, alguns anos depois, tornou plausível a possibilidade da humanidade ser extinta da face da Terra. Do início da década de 1950 até os dias atuais, uma série de filmes tem revelado essa angústia.
19h00
CERIMÔNIA DE PREMIAÇÃO
Após, festa com a melhor caipirinha do Rio de Janeiro,
artisticamente preparada com Cachaça Magnífica de Faria, pelo bartender do Armazém São Thiago.
Nesses 15 anos, foram organizadas mostras em mais de 60 cidades de 9 países, principalmente na Alemanha
e nos Estados Unidos, em cidades importantes como Berlim, Washington DC, Nova York, Los Angeles e Las Vegas.
Em 2024, o IUFF foi nomeado um dos "25 Festivais de Cinema Mais Legais do Mundo“ pela Revista MovieMaker de Hollywood.
E em 2025, os fundadores do festival, Márcia Gomes e Norbert Suchanek, receberam, em Nova York,
o honroso prêmio, “Nuclear-Free Future Award”, dado aos heróis que trabalham para um mundo sem riscos nucleares.
Além do Rio de Janeiro, o Uranium Film Festival 2026 está previsto para Chicago, Las Vegas, Window Rock (Arizona) e Düsseldorf (Alemanha).