Uranium Film Festival em Berlim 2018
Uranium Film Festival em Berlim 2018
Uranium Film Festival em Berlim 2018
Uranium Film Festival em Berlim 2018
Uranium Film Festival em Berlim 2018
Uranium Film Festival em Berlim 2018

Uranium Film Festival em Berlim 2018

INTERNATIONAL URANIUM FILM FESTIVAL BERLIM  - 09 A 14 DE OUTUBRO DE 2018

Em 2018, o International Uranium Film Festival completa 8 anos de trabalho em prol da vida e do meio ambiente, dando atenção aos riscos da energia nuclear e do urânio. O festival reúne “cineastas e artistas atômicos” que lançam luz sobre os riscos da Era Atômica iniciada no século XX e que deixará o lixo nuclear de herança para as futuras gerações. A sua 8ª edição no Rio de Janeiro aconteceu de 08 a 10 de junho de 2018, na Cinemateca do Museu de Arte Moderna – MAM Rio. 

Em Berlim, o Uranium Film Festival chega à 7ª edição, de 09 a 14 de outubro de 2018, no Zeiss- Großplanetarium e no cinema do Kulturbrauerei, ambos em Prenzlauer Berg, apresentando 21 filmes de 11 países, Alemanha, Austrália, Canada, EUA, Índia, Reino Unido, com 3 co-produções da Turquia/Japão, Reino Unido/Portugal e Suíça/França.  

O foco do Festival em 2018 é o legado radioativo do programa nuclear dos EUA e a proteção do Grand Canyon - um dos maiores monumentos naturais do mundo e que volta a ser ameaçado pela mineração de urânio, uma vez que o governo Donald Trump planeja derrubar a moratória existente. Além de filmes dos EUA, o festival também vai lançar luz sobre os testes nucleares e as suas consequências no Pacífico Sul e na Austrália, bem como a mina de urânio Urgeiriça, em Portugal, que forneceu material radioativo para a famosa cientista Marie Curie. A Cerimônia de Premiação dos melhores filmes do ano será realizada em Berlim, no dia 14 de outubro, no espetacular Zeiss- Großplanetarium. O festival também exibirá três exposições, performance de dança, roda de leitura e mesa redonda.

Programação:

TERÇA-FEIRA, 09.10. 2018. ABERTURA NA CÚPULA DO PLANETÁRIO  ZEISS-GROßPLANETARIUM

19:00  HIBAKUSHA WORLDWIDE

Exposição da organização IPPNW Alemanha (International Physicians for the Prevention of Nuclear War - Médicos Internacionais para a Prevenção da Guerra Nuclear) mostra as consequências da "cadeia nuclear" para a saúde e o meio ambiente: mineração de urânio, enriquecimento de urânio, acidentes nucleares civis, teste nuclear, ataques a bomba para resíduos nucleares e utilização de munições de urânio empobrecido. É dedicado às vidas que foram afetadas pela indústria nuclear: os povos indígenas cuja terra natal foi transformada em desertos atômicos pela mineração de urânio. www.hibakusha-weltweit.de

Com palestra interativa do Dr. Alex Rosen e projeção em realidade virtual: Dr. Alex Rosen é pediatra em Berlim e vice-presidente da filial alemã dos Médicos Internacionais para a Prevenção da Guerra Nuclear (IPPNW). Ele publicou relatórios sobre os efeitos das catástrofes nucleares de Chernobyl e Fukushima sobre a saúde, incluindo respostas abrangentes aos relatórios da OMS sobre Fukushima em 2012 e 2013 e o livro “30 anos vivendo com Chernobyl - 5 anos vivendo com Fukushima” publicado na Alemanha, França, EUA e Turquia. Em 2012, ele criou uma exposição chamada 'Hibakusha Worldwide' (Hibakusha no Mundo Todo, sendo Hibakusha o nome japonês dado às vítimas de acidentes nucleares), que trata dos efeitos ambientais e sanitários da cadeia nuclear - da mineração de urânio aos aspectos civis e militares da indústria nuclear e, em última instância, do lixo nuclear e da precipitação radioativa. 'Hibakusha Worldwide' foi exibido no Fórum Mundial de Vítimas Nucleares em Hiroshima (2015) e na Conferência de Viena sobre o Impacto Humanitário das Consequências das Armas Nucleares (2013).

20:00 SESSÃO DE FILMES

Too Precious to Mine 

EUA, 2017, Diretor Justin Clifton, Documentário, Inglês, 10 min - Salve o Grand Canyon: O povo Havasupai depende das águas azuis-esverdeadas do Grand Canyon. Mas agora o maior desfiladeiro do mundo está ameaçado com a mineração de urânio, e a existência e o modo de vida dos Havasupai estão em perigo. O diretor Justin Clifton virá dos EUA para apresentar o seu filme.

URANIUM DERBY 

(Urânio Derby) - EUA, 2017, diretor Brittany Prater, documentário, inglês, 83 min - Uma jovem investiga o envolvimento secreto de sua cidade natal no Projeto Manhattan e desencadeia uma reação de encontros, através da qual fica claro que o tema do lixo nuclear foi enterrado com mais sucesso do que o próprio lixo. O diretor Brittany Prater virá dos EUA para apresentar o seu filme.

 

QUARTA-FEIRA, 10.10.2018 – LOCAL: CINEMA KULTURBRAUEREI - 20:00
 

The Safe Side of the Fence

(O lado seguro da cerca) - EUA. 2015, diretor Tony West, documentário, inglês, 108 min. O Projeto Manhattan da Segunda Guerra Mundial exigia o refinamento de grandes quantidades de urânio, e a Mallinckrodt Chemical Works, de St. Louis, assumiu o trabalho. Como resultado, os empregados da empresa química se tornariam alguns dos trabalhadores nucleares mais contaminados da história. St. Louis não é um caso isolado nos EUA, mais de 300 empresas e locais faziam parte da corrida nuclear. O diretor Tony West virá dos EUA para apresentar o seu filme.


QUINTA-FEIRA, 11.10.2018 – LOCAL: CINEMA KULTURBRAUEREI - 20:00

Half Life: The Story of America’s Last Uranium Mill

(Meia Vida: A História do Último Moinho de Urânio da América) - EUA, 2016, Diretor Justin Clifton, Documentário, Inglês, 12 min - “Cuide da água, porque ela protege você!” No sudeste de Utah, perto dos famosos parques nacionais dos Estados Unidos, encontra-se o último moinho de urânio norte-americano. Apenas três milhas, cerca de 5 Km, da fábrica de urânio é a Reserva Indígena de White Mesa. Os chefes do povo Ute Mountain agora temem uma contaminação radioativa pelo antigo moinho de urânio. O filme é um chamado à ação para limpar o ar e a água. O cineasta Justin Clifton estará presente para conversar com o público após a exibição do filme.

Tale of a Toxic Nation 

(Conto de uma Nação Tóxica) - EUA, 2018, Diretor Louis Berry, Documentário, Inglês, 13 min - A história de uma nação rica em recursos, mas fraca em influência política. A Reserva Navajo tem mais de 500 minas de urânio abandonadas, ambientes tóxicos de difícil limpeza. Conhecer esta história nunca foi mais relevante quanto agora que se vive a ameaça de se reiniciar a mineração de urânio na área

NABIKEI (FOOTSTEPS)

(Footprints / Pegadas)- Índia, 2017,  Diretor Shri Prakash, Documentáro, Inglês, 66 min -  O sudoeste americano - especialmente as nações indígenas de Acoma, Laguna e Diné/Navajo - tem uma longa história de mineração de urânio. Essas reservas indígenas e comunidades brancas pobres estão agora repletas de antigas minas, barragens de rejeitos e outras contaminações de urânio. Somente na Nação Navajo, existem mais de 500 minas abandonadas de urânio que precisam ser tratadas. Esta é a mesma história triste repetida em outras partes do mundo, como em Jadugoda, no estado de Jharkhand, na Índia. O diretor indiano Shri Prakash faz um contraponto entre essas duas realidades.

SEXTA-FEIRA, 12.10. 2018 – LOCAL: ANTI-WAR GALERIA DE ARTE & CAFÉ - 18:00

Palestra: BOLA DE FOGO NO CÉU - OS TESTES DE BOMBA ATÔMICA NO PACÍFICO  

Mais de 300 bombas atômicas dos EUA, França e Grã-Bretanha incendiaram as ilhas do Pacífico. Muitos ilhéus ainda sofrem com as consequências para a saúde ou perderam suas casas. Os protestos no Pacífico foram em vão, e o navio do Greenpeace "Rainbow Warrior" foi afundado em 1985 pelo serviço secreto francês no porto de Auckland, na Nova Zelândia. Ingrid Schilsky visitou como jornalista freelancer algumas das ilhas afetadas e tem em Auckland os eventos que cercam o naufrágio do Rainbow Warrior. Ingrid Schilsky também foi uma testemunha ocular do afundamento do navio do Greenpeace no Pacífico Sul.  www.pazifik-infostelle.org

SEXTA, 12.10.2018 - LOCAL: CINEMA DO KULTURBRAUEREI - 18:00

Freddy and Fuzmo Fix The World (Freddy und Fuzmo reparieren die Welt)

(Freddy e Fuzmo Consertam o Mundo) - Reino Unido, 2018, Diretores e Produtores Christopher Murray, Luke Biddiscombe & Mikel Iriarte, outros Produtores Matt Rose, Laura Johnson, Animação de Muppet, 27 min, Inglês - Dezenove meses depois de ter sido enviado à Terra para consertar os problemas do mundo, Fuzmo, um alienígena onipotente, cansado da máquina, perdeu toda a motivação e agora vive em um estilo de vida guloso e letárgico, seduzindo seu bem-humorado colega de quarto Freddy. Em um esforço para ser produtivo, Freddy, de vinte e poucos anos, tenta persuadir Fuzmo a criar a paz mundial. O cineasta Mikel Iriarte estará presente para conversar com o público após a exibição do filme.

Atomic Homefront

 EUA, 2017, Diretora e Produtora Rebecca Cammisa, Produção James B. Freydberg & Larissa Bills, 96 min, Documentário, Inglês. A cidade de St. Louis tem uma história nuclear pouco conhecida, com um centro de processamento de urânio do Projeto Manhattan. Em 1973, cerca de 47.000 toneladas de lixo radioativo foram ilegalmente enterradas em um aterro chamado West Lake. Nos últimos sete anos, um incêndio subterrâneo descontrolado se espalhou para esse depósito de lixo nuclear. O filme é um estudo de caso sobre como os cidadãos estão lutando para manter suas famílias seguras. https://www.atomichomefront.film

SEXTA, 12.10.2018 - LOCAL: CINEMA DO KULTURBRAUEREI - 20:00

ANOINTED

(Ungido) - Ilhas Marshall, 2018, Diretores Dan Lin e Kathy Jetnil-Kijiner, vídeo poema, inglês, 6 min - Um poema poderoso sobre o legado dos testes nucleares dos Estados Unidos nas Ilhas Marshall, no Pacífico. A história de um povo em chamas:  “Aqui está uma história de como fomos enganados e das mentiras que nos disseram. Quem lhes deu esse poder? Quem os ungiu com o poder de queimar?” Palavras fortes da poetisa Kathy Jetñil-Kijiner, filha da Ilhas Marshall - como ela mesma se apresenta. Sua terra natal, no Pacífico Sul, serviu de área de teste nuclear dos Estados Unidos. Entre 1946 e 1958, explodiram 67 bombas atômicas sobre a cabeça do seu povo. Deve haver mais do que as árvores incineradas, uma cúpula rachada, um lixo nuclear vazando sem cercas, deve haver mais do que uma concha de concreto que abriga a morte. http://www.danlinphotography.comhttps://www.kathyjetnilkijiner.com

BOBBY BROWN HOMELANDS - LIVING WITH THE LEGACY OF BRITISH NUCLEAR TESTING

(A Pátria de Bobby Brown - Vivendo com o legado dos testes nucleares britânicos) - Austrália, 2015, Dirigido e Produzido Kim Mavromatis e Quenten Agius, MAV Media em colaboração com a NITV (National Indigenous TV Australia).  Documentário, Inglês Australiano e Aborígene Australiano (Antikirrinya) com legendas em inglês, 5 min - Nos anos 50 e 60, o governo australiano autorizou testes nucleares britânicos em Emu Field e Maralinga, no sul da Austrália. Bobby Brown testemunhou os primeiros testes no continente australiano em Emu Field (1953) e experimentou os efeitos devastadores de precipitação radioativa em sua família e explica o legado de viver com testes nucleares britânicos. Esta é a primeira vez que Bobby fala sobre o que ele testemunhou quando era menino. O teste nuclear britânico foi uma violação da King's Letters Patent, o documento fundador que estabeleceu o estado da Austrália do Sul (1836) e que concedia ao povo aborígene o direito legal de ocupar e desfrutar de suas terras para sempre. Mas como eles poderiam ocupar e desfrutar de suas terras se suas terras estavam sendo explodidas e irradiadas pela precipitação nuclear?

MARALINGA PIECES

(Peças de Maralinga) - Austrália, 2012, Diretor e Produtor: Jessie Boylan, Editor Anthony Kelly, Música Genevieve Fry, 13 min, inglês - Entre 1952 e 1963, o governo britânico realizou testes nucleares ultrassecretos em Maralinga e Emu Field, no sul da Austrália, e nas ilhas Monte Bello, na costa oeste da Austrália. Um total de 12 grandes bombas nucleares foram detonadas e cerca de 700 testes nucleares menores foram realizados. As áreas foram maciçamente contaminadas com material radioativo. Entre 1967 e 2000, o governo tentou limpar as áreas contaminadas. No entanto, após essa limpeza, pesquisas revelaram que muitas dessas áreas ainda são radioativas. Este curta-metragem leva o espectador à Maralinga e às testemunhas oculares sobreviventes dos testes nucleares.

Australian Atomic Confessions 

(Confissões Atômicas Australianas) - Austrália, 2005, 49 min, inglês e aborígene australiano, documentário, diretora Katherine Aigner - Testemunhas oculares contam a história real do que aconteceu durante os 12 testes de bombas atômicas britânicas na Austrália. O filme é um desmascaramento chocante dos testes nucleares e suas consequências até hoje com imagens de arquivo sem precedentes das explosões nucleares na superfície da Grã-Bretanha e impressionantes relatos de testemunhas oculares.

SÁBADO, 13.10.2018 – LOCAL: ANTI-WAR GALERIA DE ARTE & CAFÉ - 18:00

Evento de discussão: A Sérvia pode processar a OTAN por danos de guerra causados ​​por munições de urânio?

Após o bombardeio da OTAN à Sérvia em 1999, houve um aumento dos danos à saúde e ao meio ambiente atribuídos ao uso de munições de urânio. De acordo com pesquisas e dados publicados pela OTAN, 10-15 toneladas de substâncias tóxicas e radioativas foram abatidas em vários alvos na atual Sérvia, Kosovo, Montenegro e Bósnia-Herzegovina. Os alvos predominantemente industriais costumavam estar em áreas densamente povoadas, fazendo com que os bombardeios contaminassem as casas de muitas pessoas. Isso resulta em uma reivindicação da Sérvia? O palestrante será o advogado Dr. Sdran Aleksic, que organizou recentemente o 1º Simpósio Internacional obre as consequências do bombardeio da ex-Iugoslávia com urânio empobrecido em 1999. O evento é organizado e coordenado pelo advogado e porta-voz do ICBUW Alemanha, Prof. Manfred Mohr. Coalizão para a Prevenção de Armas de Urânio (ICBUW), www.uranmunition.org

SÁBADO, 13.10.2018 – LOCAL: CINEMA KULTURBRAUEREI​ - 18:00

65 Million Years Ago 

(65 Milhões de anos atrás) - Canadá, 2018, Diretor e Produtor Paul Johnson, Animação, 3 min, sem diálogo - Os dinossauros dominam a energia nuclear e coletam lixo radioativo por 7 mil anos. Uma banda de techno laser chamada "Atomic Noize" decidiu colocar um ponto final nesta situação. Eles veem a chance de realizar seu plano quando um meteoro passa próximo à Terra. Uma animação provocadora nos leva ao mundo dos dinossauros há 65 milhões de anos atrás. E apresenta a questão: “Nós falhamos com nossas crianças?” Animado em TV Paint e composto em Milky Tracker.

UNSILENCED: Anti-Nuclear Movement in Turkey 

(Não Silenciado: Movimento Anti-Nuclear na Turquia) - Turquia / Japão, 2017, Diretor Takuya MORIYAMA, 20 minutos, Turco com legendas em Inglês - Em abril de 2018, a Turquia iniciou a construção de sua primeira usina nuclear. Outras usinas nucleares estão sendo planejadas. Na Turquia existe um movimento anti-nuclear que não pode ser calado, porque o acidente de Chernobyl em 1986 também chegou à Turquia. Seis anos após o acidente de Fukushima, um jovem cineasta japonês analisou o movimento antinuclear na Turquia.

Half-life in Fukushima / Demi-vie à Fukushima

(Meia-vida em Fukushima) Suíça/França, 2016, Diretores Mark Olexa e Francesca Scalisi, Produtores Mark Olexa, Francesca Scalisi e Christian Lelong, legendas em japonês, inglês, 61 min - Cinco anos após o desastre do reator em Fukushima, Naoto Matsumura, um agricultor japonês, experimenta uma existência solitária na zona contaminada. Naoto está lutando por uma nova vida nesta paisagem pós-apocalíptica. Destemido, ele enfrenta o perigo invisível da radioatividade, cultiva sua terra e alimenta seu gado. Ele é um guardião do passado.

SÁBADO, 13.10.2018 – LOCAL: CINEMA KULTURBRAUEREI - 20:00

Uranium: West Australia Under Threat

(Urânio: Austrália Ocidental sob ameaça) - Austrália, Diretora e Produtora, West Australia Nuclear Free Alliance (Aliança Livre Nuclear da Austrália Ocidental), Animação, Inglês, 2 min - A Austrália Ocidental pode receber quatro novas minas de urânio. O foco deste filme é sobre as espécies ameaçadas de extinção que estão na área da mineração de urânio. Os problemas da indústria nuclear e suas ameaças ao homem e à água são conhecidos há anos, mas a extinção de espécies também pode ser um dos resultados. 

KUANNERSUIT / KVANEFJELD 

Reino Unido, 2017, Diretores Joshua Portway e Lise Autogena, Produtor Lise Autogena, Documentário, dinamarquês e groenlandêscom legendas em inglês, 30 min - O filme é o primeiro de um estudo de longo prazo realizado por artistas sobre conflitos nas comunidades indígenas de Narsaq, no sul da Groenlândia. Em Narsaq fica a montanha Kvanefjeld, com um dos maiores depósitos de urânio e terras raras do mundo. A Groenlândia é uma antiga colônia dinamarquesa que ainda é financeiramente apoiada pelo Estado dinamarquês. Muitas pessoas na Groenlândia veem a exploração de depósitos minerais como a única maneira de completar a independência. Mas a mineração de urânio planejada ameaça a agricultura da Groenlândia perto de Kvanefjeld. A mina seria a quinta maior mina de urânio do mundo. O filme mostra uma comunidade que lida com o tema da mineração de urânio e examina as difíceis decisões dos groenlandeses que querem escapar de um passado colonial para se definir em um mundo globalizado.  Diretor Lise Autogena virá do Reino Unido para apresentar o seu filme.

THE REPOSITORY

(O DEPÓSITÓRIO) - EUA, 2017, Diretores Daria Bachmann & Anna Anderson, Documentário, Inglês, 80 min -  Documentário jornalístico independente sobre o depósito de lixo radioativo planejado na cordilheira de Yucca, em Nevada. Em 1987, o Congresso dos EUA aprovou a Lei de Política de Resíduos Nucleares, que reconhece a Montanha Yucca no deserto de Nevada como o único depósito de lixo nuclear do país. Há apoiadores locais e oponentes do projeto. Os defensores esperam que o lixo nuclear forneça um impulso econômico. Os oponentes temem a contaminação radioativa. O futuro do projeto agora está na mão do governo de Donald Trump. Em janeiro de 2018, ela forneceu 120 milhões de dólares para reiniciar o licenciamento do projeto de aterro de resíduos nucleares da Montanha Yucca

DOMINGO, 14.10.2018 – LOCAL: PLANETÁRIO - 13:00

RODA DE LEITURA E DEBATE: “Nützliche Idioten / Im Namen des Volkes“ (Idiotas úteis / Em nome do povo) com Els de Groen (ex-deputada do Parlamento Europeu)

Em seu livro, a autora holandêsa Els de Groen comenta sobre o desenvolvimento da Europa desde o início dos anos 80. O livro é dividido em 25 capítulos e ilustrado por fotos do Oriente e do Ocidente. Um dos focos do trabalho de Els de Groen é sobre as ameaças nucleares, seja por meio de armas nucleares ou do cenário de Chernobyl. Em particular, como membro do Parlamento Europeu, ela uniu forças com o ICBUW para tirar do ostracismo as armas de urânio. Hoje, mantem seu interesse em armas de urânio e Europa Oriental, onde atualmente nos Balcãs ainda muitas pessoas sofrem as consequências da operação. Organização: Coalizão para a Prevenção de Armas de Urânio - Alemanha (ICBUW - International Coalition to Ban Uranium Weapons), Email: info@uranmunition.orgwww.uranmunition.org

DOMINGO, 14.10.2018 – LOCAL: PLANETÁRIO - 14:30Mina de uranio Urgeiriça

As Consequências das Minas de Urânio da Urgeiriça

Apresentação de António Minhoto, nascido em 1952, em Portugal, ex-trabalhador das minas da Urgeiriça. Ele criou a associação ambientalista AZU (Ambiente em Zonas Uraníferas) e a  ATMU (Associação dos Antigos Trabalhadores das Minas da Urgeiriça), cuja missão é lutar em prol dos direitos de quem laborou na exploração do urânio. Hoje o líder da ATMU é ainda coordenador do MIA - Movimento Ibérico Anti-Nuclear. António Minhoto é um dos intrevistados do filme "Cem Anos da Urgeiriça". Ele vai apresentar a situação atual das vítimas da mineração de Urânio em Portugal, especialmente dos ex-trabalhadores e suas famílias e a sua luta pela indenização. 170 trabalhadores da Urgeiriça já morreram e há outras vítimas a acontecer diariamente, por doenças oncológicas.http://azu-ambiente.blogspot.com/2018/

 

DOMINGO, 14.10.2018 – LOCAL: PLANETÁRIO - 16:00

The Legacy of uranium weapons

O LEGADO DAS ARMAS DE URÂNIO - Filmes & mesa redonda sobre urânio empobrecido, organizado pelo ICBUW Alemanha. Serão mostrados os filmes "Morte Silenciosa no Jardim do Éden" (Karin Leukefeld / Markus Matzel, 2015), bem como um pequeno documentário sobre um projeto de armas de urânio na Sérvia. Nesta base, trata-se dos efeitos a longo prazo do uso de munições de urânio, especialmente nos Bálcãs. A saúde dos seres humanos e do meio ambiente é sobrecarregada com DU-tóxico, mesmo depois de muitos anos. Como você pode lidar com essas consequências e ajudar as vítimas? Quem é responsável por isso (OTAN)? E quando as armas do DU serão finalmente banidas? Especialistas do ICBUW e representantes das regiões afetadas discutirão essas questões. 

LEISER TOD IM GARTEN EDEN - DIE FOLGEN DER GOLFKRIEGE

(Morte Silenciosa no Jardim Eden - As Consequências dos Guerreiros do Golfe) - Alemanha, 2015, 45 min, documentário, dirigido por Karin Leukefeld e Markus Matzel - Onde o Rio Eufrates e o Rio Tigre fluem juntos e se diz que o Jardim do Éden está em repouso. Mas aqui não há paz há mais de 30 anos com consequências trágicas da guerra. Há um aumento dramático de defeitos congênitos e câncer no Iraque. No entanto, estudos, que não são reconhecidos, revelam a razão para o uso de munições de urânio.  www.leukefeld.net

DOMINGO, 14.10.2018 – LOCAL: PLANETÁRIO - 19:00

Anointed (Gesalbt) 

(Ungido) - Ilhas Marshall, 2018, Diretores Dan Lin e Kathy Jetnil-Kijiner, vídeo poema, inglês, 6 min - Um poema poderoso sobre o legado dos testes da bomba atômica dos Estados Unidos nas Ilhas Marshall, no Pacífico. “Aqui está uma história de um povo em chamas. Aqui está uma história de como fomos enganados e das mentiras que nos disseram. Quem lhes deu esse poder? Quem os ungiu com o poder de queimar?” Palavras fortes da poeta Kathy Jetñil-Kijiner, filha da Ilhas Marshall - como ela mesma se apresenta. Sua terra natal, no Pacífico Sul, serviu de área de teste nuclear dos Estados Unidos. Entre 1946 e 1958, explodiram 67 bombas atômicas sobre a cabeça do seu povo.

O cineasta Dan Lin e a poeta Kathy Jentil-Kijiner são mestres em unir a natureza, a poesia e a experimentação atômica. Em seu poema comovente, a poetisa Kathy Jentil-Kijiner fala sobre os testes nucleares dos EUA e suas consequências catastróficas para o Atol de Bikini. Ela nos pede para ver como o antigo paraíso, que foi o lar de muitas pessoas, foi destruído por mãos humanas e tornou-se inabitável por um longo tempo. Tão eloquente quanto o poema, tão pungente são as imagens cinematográficas que Dan Lin fez de Bikini. Suas fotos ilustram como essa antiga ilha se tornou uma gigantesca sepultura de concreto e aço. https://www.kathyjetnilkijiner.com

Dignity at a Monumental Scale

(Dignidade em escala monumental) - EUA, 2018, diretora e produtora Kelly Whalen, documentário de arte, inglês, 8 min - O médico Chip Thomas (também conhecido como Jetsonorama) viveu por muitos anos na região de Four Corners, no sudoeste dos EUA, e tratou as vítimas da mineração de urânio. Ele era conhecido pelos navajos como um "curador de um tipo diferente". Anos depois, ele trouxe suas fotos, imagens da vida cotidiana dos navajos de volta à região de Four Corners e montou-as em uma escala monumental em prédios abandonados, antigos outdoors e torres de água. Quando fotos da vida cotidiana Navajo e o legado da mineração de urânio em suas terras começaram a aparecer em escala monumental em prédios abandonados, outdoor na beira das estradas e torres de água na região de Four Corners, foi uma surpresa para muitos na comunidade descobrir que era o trabalho do médico Dr. Chip Thomas.

ONE HUNDRED YEARS OF URGEIRIÇA

(CEM ANOS DA URGEIRIÇA) – Reino Unido/Portugal, 2016, Diretor Ramsay Cameron, Produtor Molitor Productions, documentário, Inglês / Português, com legendas em alemão 52 min - O filme conta a história dos 100 anos de história das Minas da Urgeiriça no norte de Portugal. Urgeiriça foi uma das primeiras minas de urânio a enviar material radioativo para a pesquisadora nuclear Marie Curie, em Paris. Durante a Segunda Guerra Mundial, os governos britânico e americano reconheceram sua importância estratégica e investiram pesadamente nela para fornecer combustível nuclear para suas bombas nucleares. Mais tarde, Portugal assumiu as minas e o ditador Salazar sonhou em construir uma indústria nuclear portuguesa. O diretor Ramsay Cameron virá do Reino Unido para apresentar o seu filme.

Cerimônia de premiação no Planetário.

APOIOS:
O maior festival de filmes atômicos acontece em Berlim graças aos patronos Klaus Mindrup (parlamentar e membro da Comissão de Meio Ambiente e Segurança Nuclear da Alemanha), Jörg Sommer (presidente da Fundação Alemã do Meio Ambiente), Uwe Bünker (diretor do Bünker Casting). Os principais apoiadores em Berlim são a Agência Federal do Meio Ambiente Alemã e Ministério do Meio Ambiente, Proteção da Natureza, Construção e Segurança Nuclear (BMUB) e o Banco GLS Bank. Parceiros: Médicos Internacionais para a Prevenção da Guerra Nuclear (IPPNW), Coalizão para a Proibição de Armas de Urânio (ICBUW), Associação de Advogados contra Armas Nucleares (IALANA), Sayonara Nukes Berlim, COOP Anti-War Galeria de Arte & Café, Myer's Hotel, Friedensglockengesellschaft, Cinestar Berlim, Zeiss Grossplanetarium e a brasileiríssima Cachaça Magnífica.
 
LOCAIS DO FESTIVAL
ZEISS-GROßPLANETARIUM, Prenzlauer Allee 80, 10405 Berlim - http://www.planetarium.berlin 
Zeiss-Großplanetarium  - O Grande Planetário - foi inaugurado em 1987 para celebrar o 750º aniversário de Berlim. Ele é uma das últimas construções representativas da antiga República Democrática Alemã e será o local das cerimônias de Abertura e Encerramento do Festival.
 
KINO DER KULTURBRAUEREI,  Schönhauser Allee 36/10435 Berlim - Prenzlauer Berg
https://www.cinestar.de/berlin-kino-in-der-kulturbrauerei
 
CONTATO
Internacional Uranium Film Festival
Rua Monte Alegre 356/301
Santa Teresa / Rio de Janeiro / RJ
CEP 20240-195 / Brasil
www.uraniumfilmfestival.org
Email: info@uraniumfilmfestival.org   
TELEFONE: (0055) (21) 2507 6704
 
FUNDADORES E DIRETORES DO URANIUM FILM FESTIVAL 
Márcia Gomes de Oliveira & Norbert G. Suchanek
 
Produtora do Uranium Film Festival em Berlim
Jutta Wunderlich,  Telefone: 0172-8927879 
uraniumfilmfestivalberlin@gmx.de    
 
A equipe do Uranium Film Festival recebe qualquer doação! Apenas com a sua ajuda, as exibições do Uranium Film Festival são possíveis.

 

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