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10° International Uranium Film Festival Rio de Janeiro

De 20 a 30 de maio de 2021, online e gratuito com o apoio da Cinemateca do MAM Rio. 34 documentários e ficções de 26 cineastas de 15 países. Dois filmes sobre Fukushima e um filme sobre a criação da bomba atômica são estreias mundiais. Seis filmes são estreias na América Latina.

Dois eventos ao vivo online completam a programação. 

No dia 20 de maio, 19 horas, o público online encontra com três sobreviventes da bomba atômica em Hiroshima, que vivem no Brasil, e Akira Kawasaki, coordenador do Peace Boat Foundation. E no dia 24 de maio, 16 horas, os convidados serão Sérgio de Queiroz Duarte, embaixador brasileiro e ex-Alto Representante das Nações Unidas para Assuntos de Desarmamento, que dedica sua vida para acabar com a ameaça de armas nucleares, e o Professor Cristian Ricardo Wittmann, integrante da Campanha Internacional para a Abolição de Armas Nucleares. 

Saudações de abertura ao festival online vem de Berlim, do biólogo e parlamentar Klaus Mindrup, membro da Comissão de Meio Ambiente, Conservação da Natureza e Segurança Nuclear do Parlamento Alemão e do professor de Direito Público Internacional Manfred Mohr, membro do Comitê Especial de Direito Humanitário da Cruz Vermelha/Alemanha, porta-voz da Coalizão Internacional para Banir Armas de Urânio (ICBUW) e membro fundador da Associação Internacional de Advogados contra Armas Nucleares (IALANA). 

Filmes selecionados (em ordem alfabética)

  • 08:15 de1945 - de Roberto Fernández, Argentina/ Brasil, 2012. Documentário. 78’, japonês/português, legendas em português. 

6 de Agosto de 1945, EUA jogam a bomba atômica contra a população civil da cidade de Hiroshima. Anos depois, muitos sobreviventes (Hibakusha) foram morar no Brasil. O casal Morita, Hibakusha, funda a "Associação das Vítimas de Bomba Atômica" no Brasil, para conseguir os mesmos direitos dos sobreviventes que ficaram no Japão.

  • 11:02 de 1945 - Retratos de Nagasaki de Roberto Fernández, Argentina/Brasil, 2014, Documentário, 30’, japonês/português, legendas em português. 

    9 de agosto de 1945, as 11h02, os Estados Unidos lançaram uma bomba atômica de plutônio na cidade de Nagasaki. Alguns desses sobreviventes vieram morar no Brasil para recomeçar suas vidas. Os sobreviventes Manabu Ashihara, Kiyotaka Iwasaki e Kaoru Ito contaram a sua história. 

    Melhor Curta-Metragem Documentário International Uranium Film Festival 2014.

  • A Aventura Atômica (L'aventure Atomique) de Loic Barché. França, 2019. Docudrama, 25’. Francês com legendas em português. 

    Argélia, ano de 1961. A França acaba de detonar sua quarta bomba atômica. Um grupo de sete soldados é enviado ao ponto de impacto para colher amostras e medir a radioatividade. Mas quanto mais longe eles vão, mais o capitão, um veterano de guerra na casa dos cinquenta anos, é confrontado com os paradoxos de um mundo em mudança, um mundo obcecado pelo progresso. 

    ESTREIA AMÉRICA LATINA

  • Acobertamento Atômico (Atomic Cover-up) de Greg Mitchell & Suzanne Mitchell. Estados Unidos, 2021. Documentário, 52’, inglês, legendas em português. 

    O aclamado filme de 2021 “Atomic Cover-up” é o primeiro documentário a explorar os atentados de Hiroshima e Nagasaki, em 1945, a partir de uma perspectiva única, com palavras e imagens surpreendentes dos bravos cinegrafistas e diretores que arriscaram suas vidas, filmando após a irradiação. O filme revela como esta filmagem histórica, criada por uma equipe de cinejornais japoneses e, em seguida, por uma equipe de elite do Exército dos EUA (que filmou os únicos rolos coloridos), foi apreendida, classificada como ultrassecreta e, em seguida, enterrada por  oficiais americanos por décadas, para ocultar todos os custos humanos dos bombardeios. Ao mesmo tempo, os produtores da filmagem fizeram esforços heróicos para expor seu filme chocante e revelar as verdades dos bombardeios atômicos que poderiam impedir a proliferação nuclear. O filme “Atomic Cover-up” representa, pelo menos em parte, o filme que não foi permitido fazer, bem como uma homenagem aos documentaristas de todo o mundo. 

    ESTREIA AMÉRICA LATINA

  • A Ilha Invisível (L’Île invisible/ The Invisible Island/見えない島) de Keiko Courdy, França, 2021. Documentário, 87’. Japonês com legendas em inglês. 

    Trabalhadores na descontaminação da usina nuclear abrem seus cotidianos para a câmera. As ondas quebram eternamente na costa da Usina Nuclear de Fukushima Daiichi. Ao lado de uma instalação para queima de lixo radioativo, crianças brincam no chão, sacos pretos cheios do solo contaminado se acumulam, enquanto a grama cresce no meio. O filme relata histórias de pessoas que sobreviveram ao tsunami e foram forçadas a partir, pessoas que voltaram para salvar sua região e pessoas que vieram trabalhar de muito longe por dinheiro, trabalhadores da descontaminação de Fukushima Daiichi. Traumas invisíveis estão por toda parte. O filme é uma história de resiliência, falha de tecnologia e a transformação de um território. No Japão, o governo deseja esquecer e seguir em frente, mas os rastros não podem ser apagados tão facilmente. 

    ESTREIA MUNDIAL

  • A Luta do Japão contra a radioatividade (Ranga Yogeshwar in Fukushima - Japans Fight against Radioactivity) de Reinhart Brüning e Ranga Yogeshwar. Alemanha, 2014. Documentário, 45’. Inglês com legendas em português.  

    O governo japonês abre as portas da usina nuclear de Fukushima para uma equipe de TV pública alemã. Uma reportagem especial sobre as causas e as consequências do acidente nuclear de Fukushima dá uma visão impressionante da situação atual no local e da vida cotidiana das pessoas que ainda estão na zona restrita. A viagem à Fukushima também é uma tentativa de entender a mentalidade dos japoneses. Ranga Yogeshwar respeita os esforços dos japoneses. Mas Fukushima e toda a sociedade japonesa nunca mais serão o que eram antes do acidente. “O filme Ranga Yogeshwar em Fukushima é excelente, didático e sem erro de abordagem ou de comentários técnicos e científicos“, Prof. Dr. Alphonse Kelecom, membro da Banca de Juri do Uranium Film Festival.

    Menção Honrosa International Uranium Film Festival 2016.

  • A Pátria de Bobby Brown - Vivendo com o legado dos testes nucleares britânicos (Bobby Brown Homelands - Living with the legacy of British nuclear testing) - de Kim Mavromatis e Quenten Agius, Austrália, 2015. Documentário, 5’, Inglês, legendas em português. 

    Nos anos 1950 e 1960, o governo australiano autorizou testes nucleares britânicos em Emu Field e Maralinga, no sul da Austrália. Bobby Brown é um aborígene dessa região, testemunha  involuntária dos primeiros testes no continente australiano, em Emu Field, em 1953. Ele conheceu os efeitos devastadores das bombas atômicas e da radioatividade em sua própria família e conta, pela primeira vez, como vive com a herança dos testes nucleares. O teste nuclear britânico foi uma violação da King's Letters Patent, documento fundador do Estado da Austrália do Sul, em 1836. A Carta concedia aos povos indígenas, chamado em geral de aborígines, o direito legal de ocupar e desfrutar de suas terras para sempre. Mas como podem hoje desfrutar de suas terras radioativas contaminadas? 

    ESTREIA AMÉRICA LATINA

  • Além da Nuvem: Yonaoshi 3.11 (Au-Delà du Nuage : Yonaoshi 3.11/ Beyond the Cloud) de Keiko Courdy, França/Japão, 2013. Documentário, 94’. Japonês/francês com legendas em inglês. 

     Documentário sobre o Japão pós-Fukushima e o triplo desastre de 11 de março de 2011 (terremoto, tsunami e acidente nuclear). É baseado em entrevistas conduzidas por Keiko Courdy, durante 2011 e 2012, com residentes das áreas devastadas, e com importantes figuras públicas japonesas: artistas, ativistas, um monge, escritores, jornalistas investigativos e o primeiro-ministro no momento do acidente.Fukushima é um mundo paralelo.  De fora tudo parece normal. Alguns dizem que está tudo bem, tudo está sob controle. Mas hoje, nada está resolvido.  Muita gente sonha com um «Yonaoshi», uma «Renovação», mas será que é possível? Podemos mudar nosso comportamento? Contrário a aparências e a impotência sentida por muitos, a mudança é profunda. Keiko Courdy: „Em 2011, fiquei totalmente impressionada com o que aconteceu no Japão. Este filme foi a maneira mais natural que encontrei para reagir ao que estava acontecendo. A experiência foi tão marcante que decidi continuar no meio cinematográfico.“

  • Argélia, De Gaulle e a Bomba (L'Algérie, De Gaulle et la Bombe) de Larbi Benchiha. Argélia, 2011. Documentário, 52’. Francês com legendas em português. 

    Em 13 de fevereiro de 1960, as 7h04, a primeira bomba nuclear francesa explodiu no deserto do Saara. A França estava no meio da guerra de independência da Argélia, mas, no sul do Saara, longe dos combates, os experimentos se sucediam sem cessar. Em 1962, após a independência, os repatriados deixaram a Argélia em massa, mas os soldados e cientistas franceses continuaram seus testes ao sul do Saara. Este filme conta uma história pouco conhecida. A FLN (Frente de Libertação Nacional) aceitou que a França continuasse seus testes nucleares na Argélia independente por um período de cinco anos. Meio século de sigilo e mentiras impediu que a luz iluminasse esta história. Somente em 2008 foi constituído um grupo de especialistas argelinos e franceses para estudar a viabilidade de um programa de reabilitação de instalações nucleares que, ainda hoje, continuam a expor as populações aos perigos da radioatividade.

  • Atrás dos Montes Urais: O Pesadelo antes de Chernobyl (Behind the Urals: The Nightmare Before Chernobyl) de Alessandro Tesei. Itália, 2015. Documentário, 62’. Ingles/Russo com legendas em português. 

    Mayak é o primeiro complexo nuclear militar soviético, com uma usina de reprocessamento de combustível nuclear, projetada para a produção de plutônio. Além de vários acidentes nucleares, a usina lançou por anos rejeitos radioativos no rio Techa, ao sul dos montes Urais. 

    Menção Honrosa International Uranium Film Festival 2016.

  • Bala Perdida (Devil’s Work) de Miguel Silveira. Brasil / EUA, 2015. Ficção, 19’. Inglês com legendas em português. 

    Um menino problemático, de 14 anos, cresce cada vez mais isolado, obcecado sobre as circunstâncias da morte de seu pai. O pai foi soldado na guerra contra o Iraque, onde os EUA usaram toneladas de munição de urânio empobrecido. O filme explora com delicadeza o lado emocional da história do uso do urânio empobrecido nas guerras modernas que quase nunca é contado.

    Melhor Curta-Metragem International Uranium Film Festival 2016.

  • Bombas Atômicas no Planeta Terra (Atomic Bombs on the Planet Earth) de Peter Greenaway. Reino Unido/Países Baixos, 2011, Videoarte, 13’, Multilíngue. 

    Entre 1945 a 1989, as cinco potências nucleares explodiram 2.201 bombas atômicas sobre a Terra, produzindo destruição e contaminação radioativa, conhecida como "fallout". Um filme que mostra todas as explosões atômicas com data, localização e nome dos responsáveis. 

    "Greenaway cria uma estética cinematográfica infernal para transmitir essa verdade, que 2.201 bombas atômicas explodiram sobre o nosso próprio planeta - o que, em relação à vida na Terra, não são testes atômicos, mas ataques nucleares. Um documentário experimental impossível de esquecer, que desencadeia em nosso cérebro coletivo uma enxaqueca atômica de proporções criminosamente insanas, cujas energias se aprofundam e estão destinadas a durar mais do que o nosso próprio DNA." Fotógrafo Robert Del Tredici, membro da Banca de Juri do Uranium Film Festival.

    Prêmio Hors Concours International Uranium Film Festival 2012.

  • Chapéu de Urânio (Uranium Derby) de Brittany Prater. Estados Unidos, 2017. Documentário, 83’. Inglês com legendas em português. 

    Uma cineasta descobre que sua cidade natal estava secretamente envolvida no Projeto Manhattan. A investigação de Prater desencadeia uma reação em cadeia de encontros, através dos quais se torna claro que o assunto do lixo nuclear foi enterrado com mais sucesso do que o próprio lixo. Este filme retrata a maneira pela qual o lixo nuclear tóxico, gerado e coletado em alguns lugares específicos, foi autorizado a se espalhar por vários locais ao redor de uma pequena cidade universitária do Meio-Oeste americano e, posteriormente, pelo país. As informações públicas sobre o Projeto Manhattan geralmente se concentram nas atividades realizadas em Los Alamos, Novo México, Columbia University, em Nova York, e Oak Ridge, no Tennessee. Por isso, muitas pessoas não percebem que a pesquisa e a produção de armas nucleares durante a Segunda Guerra Mundial foram dispersas por todo Estados Unidos. 

    Prêmio Jovem Cineasta - Melhor Documentário International Uranium Film Festival em Berlim 2018. ESTREIA AMÉRICA LATINA

  • Confissões Atômicas Australianas (Australian Atomic Confessions) de Katherine Aigner, Austrália, 2005. Documentário, 49’. Inglês, legendas em português. 

    Testemunhas oculares contam a história real do que aconteceu durante os 12 testes de bombas atômicas britânicas na Austrália. O filme é um desmascaramento dos testes nucleares e suas consequências até hoje, com imagens de arquivo sem precedentes das explosões nucleares na superfície e impressionantes relatos de testemunhas oculares. 

    Menção Honrosa International Uranium Film Festival 2012.

  • Consciente (Aware) de Tineke van Veen. Países Baixos, 2014. Documentário, 14’. Japonês com legendas em português. 

    Imagine se você fosse agricultor e tivesse orgulho do que produz. Imagine seus produtos reconhecidos como marca de alta qualidade. Agora, imagine toda a sua terra e água ficarem altamente radioativas! Você vai conhecer neste filme homens e mulheres fortes. Pessoas com a coragem de enfrentar um dos maiores problemas criados pela humanidade: a contaminação radioativa. Um registro simples e direto que toca a essência da vida em sociedade. A paisagem concebida como um espaço natural e cultivado, dinâmico e cultural, um ambiente em que “permanecemos”, nos movemos, nos desenvolvemos e existimos, onde as relações sociais e de poder desempenham um papel importante. A paisagem como reflexo, como forma de troca e identificação. Como nos relacionamos com essa paisagem traumatizada? Os “evacuados” não são apenas confrontados com a perda de seu solo nativo, há também o problema de não retorno por causa da radiação nuclear. Esses efeitos são muito mais graves, senão insolúveis. 

    Menção Honrosa International Uranium Film Festival 2016.

  • Deuses Atômicos: Mitos de criação da bomba (ATOMIC GODS: Creation myths of the Bomb) de Adam Jonas Horowitz. Estados Unidos, 2021, Documentário/Comédia, 36’, Inglês, legendas português.

    Atomic Gods é um „Mockumentary" sobre J. Robert Oppenheimer e o nascimento da Bomba Atômica. É uma série de curtas surrealistas sarcásticos que revelam pela primeira vez o secreto, desconhecido e talvez até proibido 'Mitos da Criação da Bomba'. Uma sátira mordaz que é ao mesmo tempo histórica e futurista. Esta série episódica sombria é um conto de fadas pós-nuclear. O filme é parcialmente financiado por uma doação do programa 516 Arts do Fulcrum Fund e pela Andy Warhol Foundation for the Visual Arts. O primeiro episódio de „Atomic Gods“ teve sua estreia pública durante o Uranium Film Festival em Santa Fé, Novo México, no histórico cinema Jean Cocteau, em 2018. ESTREIA MUNDIAL

  • Durante a minha vida: Apresentação do Projeto Nuclear Mundial (In My Lifetime: A presentation of the Nuclear World Project) de Robert E. Frye. Estados Unidos, 2011. Documentário, 109’. Inglês, legendas em espanhol. 

O filme oferece uma visão abrangente do impacto da era nuclear, desde seus primórdios até os dias atuais, incluindo os esforços internacionais de cidadãos, cientistas e líderes políticos para reduzir ou eliminar a ameaça nuclear. Cientistas do Projeto Manhattan, ex-militares e sobreviventes das primeiras bombas atômicas lembram como a era nuclear começou. O filme procura descobrir as forças que nos trouxeram ao número atual de países com armas nucleares e os obstáculos - tanto políticos quanto humanos - que impediram o mundo de alcançar a solução que todos desejam, em última instância. Uma visão interna dos debates em uma Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares da ONU é especialmente reveladora, com a participação do Embaixador brasileiro Sérgio Duarte, mostrando claramente como é difícil para o mundo ir além do „status quo“ nuclear.

  • Freiras de Nagasaki (Les sOEurs de Nagasaki) de Alain Vézina, Canadá, 2018. Documentário, 52’. Francês, legendas em inglês e em português. 

    Em 9 de agosto de 1945, uma bomba atômica explode sobre Nagasaki. Mantidas prisioneiras pelos japoneses, freiras católicas, incluindo canadenses, sobreviveram ao bombardeio. Após a rendição do Japão, essas mulheres foram presas em um sanatório, traumatizadas pelas lembranças do holocausto nuclear. Algumas dessas freiras colocaram por escrito a história de seu cativeiro e sua terrível reclusão. Esses documentos  preciosos, muitos dos quais nunca antes divulgados, mostram que as prisioneiras não só testemunharam a devastação causada pela bomba atômica, mas também intervieram para ajudar os sobreviventes, especialmente as crianças. Anos depois, algumas das freiras canadenses sucumbiram aos efeitos a longo prazo da exposição à radiação, juntando-se às fileiras das 74 mil vítimas de Nagasaki.

    Menção Honrosa International Uranium Film Festival 2019.

  • Fukushame: O Japão perdido (Fukushame: The lost Japan) de Alessandro Tesei. Itália, 2013. Documentário, 64’. Italiano, legendas em português. 

    Sete meses após o acidente nuclear de Fukushima, Alessandro Tesei, fotojornalista italiano, consegue entrar na zona proibida, chegando a um quilômetro de distância da usina, auxiliado por um grupo de ativistas dos direitos dos animais da associação "Animal Forest“. O documentário reúne imagens dessa jornada, inúmeras entrevistas, incluindo a do prefeito Katsunobu Sakurai de Minamisoma, uma das regiões afetadas, e do ex-primeiro-ministro japonês Naoto Kan, além de contribuições especiais de relevância científica.

    Melhor Longa-Metragem Documentário International Uranium Film Festival 2014.

  • Fukushima: 5 dias decisivos (The Seal Of The Sun) de Futoshi Sato. Japão, 2016, Ficção, 90’. Japonês com legendas em português. 

    Em 11 de março de 2011, o Japão  foi atingido por um terremoto, seguido por um tsunami e o desastre nuclear de Fukushima. A equipe do primeiro-ministro Naoto Kan está tentando lidar com essa situação. O que realmente aconteceu na residência do primeiro-ministro durante a pior crise da história do país? A verdade foi totalmente revelada? “O dia em que o Japão quase deixou de existir,“  disse Naoto Kan, Primeiro Ministro do Japão, no período do desastre nuclear de Fukushima. Futoshi Sato: „Eu nasci na área que foi devastada pelo terremoto de 2011 e queria falar sobre isso. No entanto, eu estava me perguntando qual seria a abordagem para torná-lo um filme. Por sua vez, o Sr. Tamiyoshi Tachibana falou sobre a possibilidade de adaptar o livro escrito por Tetsuro Fukuyama, vice-diretor do Gabinete do Primeiro Ministro Naoto Kan. Este projeto só foi possível de ser realizado, graças à implicação total e completa de Tamiyoshi Tachibana. 

  • Fukushima: mensagem do ex-primeiro ministro do Japão para o Brasil de Yasuko Takahashi. Japão, 2015. Depoimento, 9’. Japonês com legendas em português.  

A japonesa Yasuko Takahashi realizou com exclusividade para o povo brasileiro, uma entrevista com Naoto Kan, ex-primeiro ministro do Japão, que comandava o país na época do acidente nuclear em Fukushima. A entrevista foi exibida pela primeira vez na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado brasileiro, em outubro de 2015.

  • Futuro radioativo? Fukushima 10 anos após o desastre do reator (Radiant future? Fukushima 10 years after the reactor disaster) de Reinhart Brüning, Alemanha, 2021. Documentário, 30’. Inglês, legendas em português. 

    Fukushima, 10 anos após o tsunami. O governo japonês está usando o aniversário de 10 anos da catástrofe do reator para afirmar que o aumento da radiação foi eliminado. Mas a verdade é uma outra. Em Fukushima, o combustível nuclear derretido dos reatores correram para o subsolo como lava radioativa. Até o momento, não se sabe exatamente onde este material altamente radioativo está localizado. Além disso, o autor e diretor Reinhart Brüning teve um novo desafio: para poder viajar ao Japão, a equipe teve que ser colocada em quarentena com duas semanas de antecedência, por causa da Covid-19. O desastre de um reator nuclear, com colapsos de múltiplos núcleos, não pode ser desfeito / consertado em dez anos. Não importa o quão gigantesco seja o esforço. O filme revela a verdade por trás da propaganda oficial de sucesso. 

    ESTREIA MUNDIAL 

  • Gado Radiativo (Nuclear Cattle) de Tamotsu Matsubara. Japão, 2016. Documentário, 98’. Japonês, legendas em inglês. 

    Esta é a história de inocentes criadores de gado, expulsos das colinas que eles chamam de lar por décadas. Expulsos por causa do desastre nuclear na Usina Nuclear de Fukushima Daiichi. Mas estes fazendeiros não estão dispostos a seguir o plano do governo de abater seu gado e meios de subsistência. Eles decidem manter seu gado vivo, como um símbolo de resistência na luta para livrar o Japão da energia nuclear. Mas o custo da alimentação do gado é um fardo enorme. Privados de suas casas e de seus meios de subsistência, lutam uma batalha perdida contra o tempo. Muitos deles chegaram a um ponto de ruptura. O filme mostra o conflito interno desses criadores de gado em apuros, nos anos que se seguiram ao desastre nuclear. Quem vai arriscar tudo para preservar esse lembrete vivo de como erramos?

    Melhor Longa-Metragem Documentário International Uranium Film Festival 2017.

  • Hiroshima Nagasaki Download de Shinpei Takeda. México/Japão, 2010, 73’. Documentário, inglês, legendas em espanhol. 

    Com o fim da Segunda Guerra Mundial, pessoas que sobreviveram às bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki imigraram para os EUA. Coexistente com o trauma físico da radiação e a cicatriz psicológica da destruição, esses sobreviventes viveram tranquilamente em um país que foi outrora considerado seu "Inimigo de Estado". 64 anos depois, dois amigos da época do ensino médio - no meio da busca por suas identidades como japoneses - começaram sua jornada para buscar Hiroshima e Nagasaki que estão profundamente enraizadas na psique coletiva de todos os japoneses. Com a vasta paisagem do oeste americano de pano de fundo, os dois refletem sobre sua relação com a história contemporânea do Japão.

    Menção Honrosa International Uranium Film Festival 2013.

  • Mães Atômicas Refugiadas (Atomic Refugee Moms) de Ayumi Nakagawa. Japão, 2018. Documentário, 65’. Japonês, legendas em inglês. 

    Muitas pessoas desabrigadas pela catástrofe, acabaram sendo atingidas pela pobreza, depois que o governo cortou os subsídios habitacionais para aqueles que fugiram de suas casas, após o desastre nuclear de Fukushima. Mães com filhos pequenos são particularmente vulneráveis à pobreza. Este filme apresenta histórias de mulheres que se esforçam para sobreviver em circunstâncias adversas, enquanto a memória compartilhada do desastre nuclear está desaparecendo no Japão. „Atomic Refugee Moms” segue três mães que lutam para dar aos filhos esperança para o futuro. “Tudo o que queremos é ter uma vida normal.”

    ESTREIA AMÉRICA LATINA

  • O homem que salvou o mundo (The man who saved the world) de Peter Anthony. Dinamarca, 2014. Documentário, 105’. Russo/inglês com legendas em português. 

    Poucas pessoas conhecem Stanislav Petrov, mas centenas de milhões de pessoas estão vivas por causa dele. Guerra Fria: 1983, radares russos interceptam cinco mísseis nucleares americanos indo para a Rússia. Stanislav Petrov é o comandante-chefe e encarregado de lançar os mísseis soviéticos. Mas Petrov se recusou. Por não ter acreditado nos computadores, ele salvou o mundo… O filme é um épico e grandioso thriller da Guerra Fria que provoca arrepios na espinha e nos mostra o quão perto chegamos do Apocalipse. 

    Melhor Docudrama International Uranium Film Festival 2016.

  • O Senhor de Fukushima (Fukushima No Daimyo) de Alessandro Tesei, Itália, 2014. Documentário, 20’. Japonês com legendas em português. 

    Mesmo após o acidente em Fukushima, o pequeno criador de gado Masami Yoshizawa se recusou a deixar a zona proibida. A terra dele está contaminada para sempre. No entanto, ele permanece em sua fazenda, trabalhando no que resta de sua vida, para que as consequências trágicas da exposição radioativa sejam conhecidas em todo o mundo. „Fukushima No Daimyo é um filme fundamental mostrando o lado humano do acidente. A bela fotografia emana a alma de quem viveu a tragédia e suas consequências a longo prazo”, Prof Dr. Alphonse Kelecom

    Menção Honrosa International Uranium Film Festival 2015.

  • O Senhor Morita de Roberto Fernández, Argentina/Brasil, 2016, Documentário. 31’, japonês/português, legendas em português.  

No dia 2 de março de 1924, na área rural de Hiroshima, nasceu o Sr. Morita. Foi um parto difícil. O médico achou que a criança estava morta, porque não estava respirando. Colocou a criança em um canto da sala e fumou um cigarro. Mas seu pai não acreditou nas palavras do médico, pegou a criança e deu um tapinha na bundinha e ela começou a respirar. Em 6 de agosto de 1945, os EUA lançam uma bomba atômica de urânio na cidade de Hiroshima. O jovem Morita estava lá, servindo a cidade como policial. Milagrosamente ele sobreviveu ao bombardeio nuclear de sua cidade. E depois de viver o inferno na terra, se mudou para o Brasil e começou a trabalhar pela paz no mundo, fundando a Associação Hibakusha Brasil pela Paz, em São Paulo.

  • Operação Flecha Quebrada. Acidente nuclear em Palomares (Operación Flecha Rota. Accidente nuclear en Palomares) de José Herrera Plaza. Espanha, 2007. Documentário, 96’. Espanhol e inglês com legendas em português. 

    No meio da Guerra Fria, dois aviões militares da Força Aérea dos EUA colidiram em janeiro de 1966 e caíram em Palomares (Almería), no Sul da Espanha, com quatro bombas atômicas poderosas de hidrogênio.  Ao atingir o solo, duas bombas explodiram sua carga convencional, o que fez com que o material radioativo de plutônio se espalhasse, devido ao vento forte. Uma bomba permaneceu intacta. A quarta bomba H cai no mar ao largo da costa. A Marinha dos EUA procurou a bomba afundada por semanas. „Por meio século, 1.500 seres humanos têm vivido enganados e rodeados por vários quilos de plutônio espalhados pelo vento e pela chuva no Mediterrâneo e ao redor. Esta é a história de uma mentira que nasceu durante a Guerra Fria, a ditadura de Franco e a gênese da indústria nuclear na Espanha. Uma história ainda viva, aberta, à procura de uma solução final.“ 

    Menção Honrosa International Uranium Film Festival 2016.

  • Pequeno Objeto A de Daniel Abib. Brasil, 2014. Ficção Científica, 16’. Português com legendas em inglês.  

Shiro Ishio é um cientista que ajudou a desenvolver a bomba que quase extinguiu a vida na Terra. Ele agora tenta entender as suas consequências: uma anomalia e uma misteriosa menina. Confinado à sua rotina no novo laboratório improvisado, Ishio a observa através de um monitor. Um narrador relata o  diário de Shiro Ishio encontrado a uns 200 km de Okinawa, onde teria explodido uma bomba nuclear, deixando viva apenas a menina e a anomalia. O filme trata do dilema do cientista, da ambição da ciência. Do que é previsível e do imprevisível. Uma reflexão sobre a pergunta “Há alguma relação entre a ciência e a virtude?”

  • Saudações de Moruroa (Bons Baisers de Moruroa) de Larbi Benchiha. Argélia/França, 2016. Documentário, 52’. Francês com legendas em português. 

    Filme sobre os testes da bomba atômica da França no Pacífico Sul, Atol de Mururoa. O cineasta dá voz aos veteranos dos testes atômicos sobreviventes - que sem saber se irradiaram a si próprios e a suas famílias. “Meu maior arrependimento é ter contaminado minhas filhas, e talvez, meus netos”, diz Florence Bourel. Florence tinha orgulho de trabalhar pelo bem da França. Ela esteve várias vezes nas bases atômicas de Moruroa. Em seu tempo livre, ela fazia mergulho e esqui aquático na chamada „lagoa azul“, local onde as bombas atômicas explodiram. “O governo nunca mencionou nenhum risco. Disseram apenas que não devemos comer peixe da lagoa.“ Hoje sua filha Marion, de 22 anos, sofre de várias doenças induzidas por radiação e câncer. Assim como a mãe, ela também tem medo de seu futuro: "E se eu tiver filhos, eles nascerão saudáveis?“ É um documentário de grande impacto - uma história esquecida que deve ser contada para prevenir e alertar as gerações futuras sobre a energia nuclear e a tecnologia. 

  • Melhor Longa-Metragem Documentário International Uranium Film Festival 2017.

  • Selvagem Nuclear: As Ilhas do Projeto Secreto 4.1 (Nuclear Savage: The Islands of Secret Project 4.1) de Adam Jonas Horowitz. Estados Unidos, 2012. Documentário, 87’. Inglês com legendas em espanhol. 

    Baseado em documentos do governo norte-americano, em testemunhos de sobreviventes e num banco de imagem espetacular, o filme revela um dos capítulos mais nefastos da história americana: como povos das Ilhas Marshall, considerados não civilizados, foram deliberadamente usados como cobaias humanas para estudos sobre os efeitos  da radiação nuclear em seres humanos. Radiação causada pelos testes norte-americanos com bombas atômicas no Pacífico. Entre 1946 e 1958, os Estados Unidos lançaram 67 bombas nucleares acima do solo ou perto dos Atóis Bikini, Enewetok e Rongelap. A bomba atômica de hidrogênio foi mil vezes mais poderosa do que a bomba de Hiroshima. Ilhas inteiras foram vaporizadas e os ilhéus cobertos pelo “fallout”. Pessoas altamente expostas à radiação foram registradas no projeto ultrassecreto, chamado “Projeto 4.1”, e estudadas como ratos de laboratório. Muitos dos ilhéus desenvolveram câncer, tiveram bebês natimortos ou com defeitos congênitos graves. O filme acompanha como os habitantes das ilhas lutam hoje por justiça e reconhecimento do que foi feito com eles. Apesar das divulgações recentes, o governo dos EUA continua a encobrir a intenção dos testes do Projeto 4.1, e continua a negar que os ilhéus foram deliberadamente usados como cobaias humanas. O filme levanta questões sobre racismo, ética médica e obrigação moral do governo dos EUA para os povos das Ilhas Marshall. 

    Melhor Longa-Metragem Documentário International Uranium Film Festival 2013.

  • Sobre o significado de tudo. A rede do físico Hans-Peter Dürr (Of the Sense of the Whole - The Network of Physicist Hans-Peter Dürr) de Claus Biegert. Alemanha, 2020. Documentário, 103’. Alemão / Inglês com legendas em português. 

    O físico alemão Hans-Peter Dürr seguiu os passos do renomado Werner Heisenberg. Como ativista da paz, ficou dividido entre seu supervisor de doutorado, Edward Teller, e o ganhador do prêmio Nobel da Paz, Josef Rotblat. Os dois foram envolvidos no Projeto Manhattan, para fazer a primeira bomba atômica nos EUA, em Los Alamos. Quando ficou óbvio que Hitler não construiria uma bomba atômica, Rotblat imediatamente se demitiu de Los Alamos. Teller ficou e se tornou o "pai da bomba de hidrogênio".  O filme oferece material excepcional sobre os encontros de Hans-Peter Dürr com os cientistas atômicos Teller e Rotblat, também conta com a participação de vários personagens importantes da política, ciência e ecologia da Alemanha e Estados Unidos. 

    Menção Honrosa International Uranium Film Festival em Berlim 2020.

    ESTREIA AMÉRICA LATINA

  • Testemunhas da Barbárie de Roberto Fernández, Argentina/Brasil, 2019. Documentário. 30’, japonês/português, legendas em português. 

    Hiroshima. Os pais dos irmãos Mukai estavam sozinhos em casa, quando a bomba atômica explodiu sobre Hiroshima e destruiu a casa deles. Os irmãos Mukai ficaram órfãos no meio do inferno atômico. “Não quero lembrar, cada vez que eu lembro a minha vida diminui. Não quero falar, eu quero esquecer. Mas tenho que falar da crueldade e sofrimento que a guerra pode provocar para as pessoas, porque as consequências não podem ser esquecidas“, diz o Sr. Seiji Mukai. A Sra. Toshiho Masada conta, pela primeira vez ao seu filho Kenji, os horrores vividos com a bomba atômica.

Todos os filmes listados com os nomes dos cineastas serão exibidos na plataforma Vimeo da Cinemateca MAM Rio, de 20 a 30 de maio, gratuitamente! No entanto, agradecemos qualquer contribuição. A equipe do festival agradece aos apoiadores cariocas: a Cinemateca do MAM Rio e Cachaça Magnífica de Faria.

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Serviço
 
10° International Uranium Film Festival - online e gratuito
Data: 20 a 30 de maio de 2021
Local: Cinemateca do MAM Rio
(Link disponível de 20 a 30 de maio)
 
Contato
 
International Uranium Film Festival
Rua Monte Alegre 356 / 301 - Santa Teresa / Rio de Janeiro / RJ
CEP 20240-195   /  Brasil
Email: info@uraniumfilmfestival.org