O Troféu do Festival

Um troféu que é uma obra de arte

O Uranium Film Festival premia a cada edição os melhores filmes e  cineastas atômicos com o seu troféu. Ao contrário do famoso Oscar de Hollywood, o troféu do Uranium Film Festival não é feito de ouro, mas de lixo reciclável. Uma peça única, confeccionada pelo artista Getúlio Damado e seu filho Victor Damado, famoso por ter o seu atelier a céu aberto, no bairro artístico de Santa Teresa, no centro do Rio de Janeiro. Ele usa relógio sucateado para lembrar das bombas atômicas americanas que destruiram Hiroshima e Nagasaki. Os relógios em Hiroshima pararam exatamente às 8:15 da manhã, quando a bomba atômica explodiu em 6 de agosto de 1945. Igualmente em Nagasaki,11:02 todos os relógios pararam no dia 9 de agosto de 1945. 

Na primeira edição do Festival, em 2011, o troféu do Uranium Film Festival recebeu da mídia o apelido de "Oscar Amarelo". Mas desde 2016, o festival não tem permissão para usar este nome, porque o nome “Oscar" é  "propriedade com direitos autorais, marca registrada e marca de serviço da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas" que respeitamos integralmente.

O International Uranium Film Festival conta com mostras competitivas e não competitivas. Dentre as primeiras, são avaliadas duas categorias: curtas-metragens, para filmes com até 40 minutos de duração e longas-metragens, para obras com duração superior a 40 minutos. Também podem ser concedidos, conforme a decisão dos jurados, prêmios especiais. 

O Troféu Uranium Film Festival é um apoio significativo aos cineastas, embora não oferecer premiação em valor monetário (ainda não encontramos a consciência e responsabilidade social de patroninadores em potencial para financiar a premiação). No entanto, graças ao Troféu do Uranium Film Festival, documentários como "High Power", do indiano Pradeep Indulkar, passou a receber grande atenção em todo o mundo. Após receber o nosso troféu, ele foi convidado para uma volta ao mundo, exibindo o seu filme. Além disso, o filme só ganhou permissão para ser exibido na Índia após ser premiado no Rio. Outro exemplo, é o filme “Final Picture” do jovem diretor alemão Michael von Hohenberg que recebeu o troféu do festival em 2014. Depois do Rio, o filme conquistou Hollywood e recebeu vários prêmios. São apenas dois exemplos de muitos outros!

Os cineastas atômicos transformam assuntos tão difíceis - como o processo de mineração e moagem de urânio, questões ligadas à energia nuclear, armas nucleares e todo o ciclo do combustível nuclear - em arte e informação acessíveis à população em geral. Eles iluminam a complexa questão nuclear, muitas vezes colocando suas próprias vidas em risco. Os cineastas atômicos são verdadeirors super heróis!

Foto: Cineastas e produtores com o troféu do Uranium Film Festival no Rio de Janeiro, Berlim, Munique e Hollywood: Victoria Gromik (Rússia), Lisa Camillo (Itália), Shoko Hara & Paul Brenner (Japão / Alemanha), Stephen McEveety (EUA) e Roberto Fernandéz (Argentina).